
A volta de Toy Story aos cinemas movimenta o mercado de brinquedos licenciados no Brasil. Em maio de 2026, mês que antecedeu o lançamento do quinto filme da franquia, a licença registrou crescimento de 233% em faturamento na comparação com maio de 2025, segundo dados da Circana, consultoria global líder em tecnologia, inteligência artificial e dados. O desempenho supera em mais de duas vezes a média do mercado de produtos licenciados, que avançou 95% no mesmo período.
O resultado indica a força de uma franquia que atravessou gerações e volta às telas sete anos depois de Toy Story 4, lançado em 2019. A nova estreia acontece em um momento em que a indústria de brinquedos disputa espaço com o entretenimento digital e busca marcas capazes de reconectar crianças, famílias e consumidores adultos por meio de personagens já consolidados no imaginário afetivo.
Além do salto em faturamento, a participação de Toy Story dentro do mercado de brinquedos licenciados também cresceu. O share da licença passou de 0,8% para 1,3% entre maio de 2025 e maio de 2026, reforçando o efeito de antecipação provocado pelo lançamento do novo filme.
“Toy Story é uma marca que fala com a criança de hoje, mas também com o adulto que cresceu acompanhando a franquia. Esse fator intergeracional amplia o potencial de consumo porque transforma o lançamento em uma experiência familiar. Os pais não apenas compram o brinquedo, eles apresentam aos filhos uma história que também fez parte deles”, afirma Célia Bastos, diretora executiva da Circana Brasil.
O comportamento observado em 2026 repete, em maior escala, o movimento registrado no lançamento anterior da franquia. Em junho de 2019, mês de estreia de Toy Story 4, o faturamento da licença cresceu 73,4% em relação a junho de 2018. No mesmo intervalo, a média dos brinquedos licenciados avançou 28,1%.
Para Célia, o desempenho mostra que grandes franquias continuam sendo um vetor relevante de tração para o setor, especialmente quando conseguem combinar nostalgia, personagens reconhecíveis e renovação de público. “Em um mercado cada vez mais pressionado pela concorrência das telas, as licenças fortes ajudam o brinquedo físico a recuperar protagonismo. O que vemos com Toy Story é a capacidade de uma franquia de transformar conteúdo em vínculo, e vínculo em intenção de compra. Esse é um ativo importante para fabricantes e varejistas, porque gera tráfego, impulsiona sortimento e cria oportunidades de ativação no ponto de venda e no e-commerce”, analisa.
De acordo com a Circana, a chegada de Toy Story 5 também reforça a importância dos lançamentos cinematográficos para o calendário do setor. Mais do que estimular a venda pontual de produtos ligados ao filme, esses movimentos costumam ampliar a visibilidade de categorias associadas à licença, como bonecos, colecionáveis, jogos, itens para primeira infância e produtos voltados ao brincar simbólico.



