Luiz Carlos Barreto (Foto: ChatGPT/ Prompt: Tiago Di Tullio Freitas)

O produtor, fotógrafo, roteirista e cineasta Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos. Conhecido carinhosamente como Barretão, ele foi um dos personagens centrais da história do cinema brasileiro, com uma trajetória que atravessou o Cinema Novo, os anos de crise do setor e a retomada da produção nacional. A morte foi confirmada pela família, que não divulgou a causa. Ele estava com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu uma queda.

Nascido em 20 de maio de 1928, em Sobral, no Ceará, o cineasta mudou-se para o Rio de Janeiro ainda jovem e começou a carreira como jornalista e fotógrafo da revista O Cruzeiro. A aproximação com o cinema ganhou força no início dos anos 1960, quando participou do roteiro e da produção de Assalto ao Trem Pagador, dirigido por Roberto Farias. Pouco depois, tornou-se um dos principais articuladores do Cinema Novo, movimento que reposicionou o Brasil no mapa cinematográfico mundial.

Como diretor de fotografia, Barreto assinou trabalhos decisivos em Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, e Terra em Transe, de Glauber Rocha. Como produtor, esteve ligado a dezenas de filmes que ajudaram a formar o imaginário do país, entre eles Garrincha, Alegria do Povo, O Padre e a Moça, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Bye Bye Brasil, Memórias do Cárcere, O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?.

Ao lado da produtora Lucy Barreto, esposa e parceira de vida, fundou a L.C. Barreto, uma das companhias mais importantes e longevas do audiovisual nacional. O casal também formou uma verdadeira família de cinema: Luiz Carlos era pai dos diretores Bruno Barreto e Fábio Barreto, além da produtora Paula Barreto. Entre os marcos da família estão O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?, indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional em anos consecutivos.

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