Cena do longa ‘Anhangabaú’ (Foto: Rafael Avancini)

Entre os dias 1º e 24 de maio de 2026, o Cine Satyros Bijou apresenta a Mostra Cine Brasil, uma celebração da diversidade estética, regional e narrativa do cinema nacional. Durante quatro semanas, o público terá acesso gratuito a uma seleção especial composta por 8 longas-metragens e 12 curtas-metragens, reunindo produções premiadas, obras independentes e filmes que ampliam o debate sobre identidade, memória e futuro do audiovisual brasileiro.

A mostra reafirma o compromisso do Cine Satyros Bijou com a democratização do acesso à cultura: todas as sessões são gratuitas, fortalecendo o vínculo entre o cinema brasileiro e o público no coração da cidade de São Paulo.

Com curadoria dedicada à representatividade estética e geográfica, a mostra reúne produções contemporâneas, obras premiadas e títulos que ampliam o debate sobre identidade, memória e futuro do audiovisual brasileiro. Além das sessões, o evento promove encontros e debates com os realizadores.

Para Guilherme Marback, programador do Cine Satyros Bijou, a mostra reafirma o papel do cinema como espaço de encontro e reflexão: “A Mostra Cine Brasil nasce do desejo de aproximar o público da riqueza do nosso cinema. Queremos que as pessoas se reconheçam nas telas, descubram novas vozes e percebam a força criativa de cineastas que fazem um cinema autoral, que muitas vezes enfrentam problemas de distribuição de seus filmes e ficam fora dos holofotes da grande mídia. A maioria dos filmes é de produções paulistanas, mesclando novos e experientes cineastas. Uma oportunidade de assistir filmes pouco divulgados, mas que trazem uma imensa qualidade e diversidade de temas. Fazer isso de forma gratuita é uma escolha política e afetiva: o cinema é de todos.”

Serviço

  • Mostra Cine Brasil
  • Quando: 01 a 24 de maio de 2026
  • Onde: Cine Satyros Bijou — Praça Roosevelt, São Paulo
  • Ingressos: Gratuitos
  • Programação completa: abaixo
  • Classificação: Variável conforme o filme

PROGRAMAÇÃO COMPLETA — MOSTRA CINE BRASIL 2026

01/05 — Sexta | Sessão das 21h

A FOME TEM PRESSA (1h29) – Zarella Neto

Sinopse: Um retrato urgente sobre insegurança alimentar no Brasil, acompanhando famílias que lutam diariamente para garantir o básico enquanto enfrentam desigualdades históricas e políticas públicas insuficientes.

02/05 — Sábado | Sessão das 16h

CINEMA SEM TETO (11’) – Denise Szabo

Sinopse: Um grupo de pessoas em situação de rua encontra no cinema uma forma de expressão, memória e resistência, revelando outras perspectivas sobre a cidade.

BETH BELI MAESTRA (19’) – Beto Brant

Sinopse: O filme acompanha a trajetória de Beth Beli, percussionista e líder do bloco Ilú Obá De Min, destacando sua força artística e seu papel na valorização da cultura afro-brasileira.

MACARÉU (26’) – Francisco Garcia

Sinopse: Um mergulho poético no cotidiano de uma comunidade ribeirinha, onde tradições, afetos e conflitos se entrelaçam com o movimento das águas.

03/05 — Domingo | Sessão das 16h

SÃO PAULO EM HI-FI (1h41) – Lufe Steffen

Sinopse: Um panorama vibrante da cena LGBT paulistana entre as décadas de 1960 e 1980, revelando histórias, personagens e espaços que marcaram a cultura da cidade.

08/05 — Sexta | Sessão das 21h

CORES (1h35) – Francisco Garcia

Sinopse: Três jovens enfrentam a precariedade do trabalho e a falta de perspectivas na São Paulo contemporânea, em um retrato sensível da juventude periférica.

09/05 — Sábado | Sessão das 19h

EU SÓ QUERIA COMER (15’) – Elder Fraga

Sinopse: Um homem em situação de vulnerabilidade tenta conseguir uma refeição, revelando a violência cotidiana e a indiferença urbana.

DESEQUILÍBRIO (21’) – Francisco Garcia

Sinopse: Um jovem tenta lidar com crises emocionais e pressões sociais enquanto busca um ponto de estabilidade em meio ao caos da cidade.

BAILE NA CURVA (15’) – Bruno Autran

Sinopse: Um encontro inesperado em um baile popular transforma a noite de dois jovens, revelando tensões sociais e afetivas.

10/05 — Domingo | Sessão das 15h

KATI RANPARI KIN (1h25) – Sérgio Gag

Sinopse: Um registro potente sobre comunidades indígenas e suas lutas por território, memória e preservação cultural, revelando saberes ancestrais e desafios contemporâneos.

15/05 — Sexta | Sessão das 21h

AMORES URBANOS (1h55) – Vera Egito

Sinopse: Três amigos dividem afetos, crises e descobertas na São Paulo contemporânea, em uma narrativa sobre amizade, desejo e amadurecimento.

16/05 — Sábado | Sessão das 16h

O CADERNO DE PACHA (30’) – Pedro Urizzi e Estevan Muniz

Sinopse: Uma menina encontra um caderno misterioso que a conecta a histórias e memórias de sua ancestralidade.

CASULO (20’) – Aline Flores

Sinopse: Uma jovem enfrenta transformações internas profundas enquanto tenta romper com padrões familiares e sociais.

MÃE (20’) – João Monteiro

Sinopse: Um retrato íntimo da relação entre mãe e filho diante de uma situação-limite que coloca afeto e sobrevivência em perspectiva.

17/05 — Domingo | Sessão das 15h

ANHANGABAU (1h28) – Lufe Bollini

Sinopse: O Vale do Anhangabaú é o cenário para histórias cruzadas que revelam a complexidade humana e social do centro de São Paulo.

22/05 — Sexta | Sessão das 21h

#EAGORAOQUE (1h10) – Rubens Rewald e Jean-Claude Bernardet

Sinopse: Um ensaio cinematográfico que questiona o papel da arte e da política no Brasil contemporâneo, misturando ficção, documentário e reflexão crítica.

23/05 — Sábado | Sessão das 16h

OUROBOROS (17’) – Guilherme Andrade

Sinopse: Um ciclo de repetições e rupturas marca a jornada de um personagem que tenta escapar de seus próprios padrões.

RAPOSA (16’) – João Fontenele e Margot Leitão

Sinopse: Uma fábula contemporânea sobre sobrevivência e instinto, acompanhando uma personagem que enfrenta ameaças visíveis e invisíveis.

A VIDA DO FÓSFORO NÃO É BOLINHO, GATINHO (30’) – Sérgio Silva

Sinopse: Um olhar irreverente e crítico sobre a vida urbana, acompanhando personagens que transitam entre humor, caos e poesia.

24/05 — Domingo | Sessão das 15h

VOU-ME EMBORA (1h05) – Denise Szabo

Sinopse: Uma mulher decide abandonar tudo e recomeçar, enfrentando memórias, medos e possibilidades enquanto redefine seu próprio caminho.

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