Uma das entradas da Warner Bros. Discovery, em Burbank, CA, EUA (Foto: Tiago Di Tullio Freitas/ Arquivo Pessoal)

A proposta de fusão entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery, avaliada em mais de US$ 110 bilhões, provocou uma forte reação em Hollywood. Mais de mil profissionais do cinema e da TV assinaram uma carta aberta pedindo que reguladores barrem — ou analisem com rigor — a operação.

Entre os nomes estão Joaquin Phoenix, Glenn Close, Mark Ruffalo, Kristen Stewart e o diretor Adam McKay, além de cineastas como David Fincher, Denis Villeneuve e Yorgos Lanthimos. O grupo alerta para os impactos da fusão em toda a cadeia criativa.

No documento, os artistas manifestam “oposição inequívoca” ao acordo e criticam a concentração de poder em um mercado já dominado por poucos. Segundo eles, o resultado pode ser menos oportunidades, cortes de empregos, aumento de custos e menos opções para o público.

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A carta também lembra que fusões anteriores já reduziram produções e limitaram a diversidade de histórias. Agora, o temor é de que a união entre dois gigantes aprofunde esse cenário, afetando a independência criativa.

A negociação ocorre após uma disputa acirrada que envolveu a Netflix e pode criar um conglomerado com estúdios, streaming — incluindo a HBO Max — e redes como CNN e CBS.

Nos bastidores, sindicatos já alertam para novas demissões, diante de metas de corte que podem chegar a US$ 9 bilhões. A operação também enfrenta pressão política: a senadora Elizabeth Warren classificou o acordo como um alerta máximo em termos antitruste.

A Paramount, por sua vez, defende a fusão como essencial para enfrentar as mudanças do setor e promete mais investimentos e produção. Ainda assim, entre promessas e preocupações, o desfecho segue indefinido — e pode redefinir o futuro da indústria global.

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