(Crédito da imagem: Divulgação)

A autoria indígena no cinema, a criação de narrativas brasileiras, a produção documental para marcas e instituições e os desafios de fazer um filme chegar ao público serão os temas das masterclasses do Festival ContraFluxo, que estão com inscrições abertas. Realizado pela produtora curitibana Trópico Audiovisual, em parceria com a Narrativas de Impacto, o ciclo acontece de 12 de novembro a 1º de dezembro, com quatro encontros online e ao vivo, sempre das 19h às 21h.

A programação reúne profissionais com experiências em direção, roteiro, produção e distribuição audiovisual para discutir escolhas que acompanham a trajetória de um filme: quem conta a história, como pessoas e territórios são representados e quais estratégias podem aproximar uma obra de seus públicos. Os encontros articulam processos criativos e questões relacionadas à comunicação de causas sociais, ambientais e culturais.

Os ingressos custam R$ 30 por masterclass ou R$ 90 pelo passaporte para os quatro encontros. Pessoas negras, indígenas e transexuais podem se inscrever gratuitamente na modalidade ingresso social, que corresponde a 10% das vagas de cada atividade. A reserva ocorre por ordem de inscrição, mediante autodeclaração. Todas as pessoas participantes recebem certificado, independentemente do tipo de ingresso.

A abertura, em 12 de novembro, será com Graciela Guarani, na masterclass Quem conta a história? Autoria, território e novas narrativas indígenas. Cineasta dos povos Guarani e Kaiowá, Graciela integrou a equipe de direção da segunda temporada de Cidade Invisível, da Netflix, e foi uma das autoras do especial Falas da Terra, da Globo. O encontro abordará a produção audiovisual a partir das experiências e perspectivas dos próprios realizadores indígenas, além dos desafios de construir narrativas que respeitem a diversidade de povos, culturas e territórios.

Em 19 de novembro, MM Izidoro conduz Práticas de imaginação para criar narrativas brasileiras. Diretor, roteirista e produtor, tem entre seus trabalhos o projeto AmarElo Prisma, com Emicida, e o podcast Casa Floresta, do Instituto Socioambiental. A masterclass propõe investigar como as imagens e referências de Brasil influenciam a criação de histórias. A discussão passa pelo questionamento de fórmulas narrativas consolidadas e pelo uso da imaginação para elaborar outras maneiras de interpretar o país e pensar seu futuro.

O terceiro encontro, em 26 de novembro, recebe Carolina Caffé para a masterclass Cinema de não-ficção para marcas e instituições. Produtora, diretora e roteirista de documentários, Carolina desenvolve trabalhos para cinema, televisão e internet, incluindo projetos de conteúdo para marcas. A atividade discutirá como conciliar objetivos institucionais, liberdade narrativa e compromisso com as pessoas retratadas. Entre as questões propostas está a construção de filmes baseados em histórias reais sem subordinar a experiência de seus personagens a uma mensagem definida antes das filmagens.

O ciclo termina em 1º de dezembro, com Rossana Giesteira, na masterclass Como fazer um filme de impacto chegar ao público? Distribuição, algoritmos e inteligência artificial. Comunicadora e produtora de impacto, Rossana trabalhou em projetos como Menino 23, de Belisário Franca, e M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, de Jeferson De. O encontro abordará a influência dos algoritmos e dos sistemas de recomendação na circulação audiovisual, as mudanças trazidas pela inteligência artificial e as estratégias para ampliar o alcance de filmes sobre questões sociais, ambientais e culturais.

O Festival ContraFluxo
Em sua primeira edição, o Festival ContraFluxo reúne formação, produção e exibição audiovisual em torno de direitos humanos, questões ambientais, cultura e cidadania. Entre as ações já oferecidas está o LAB Novas Narrativas, laboratório online e gratuito de criação de roteiros conduzido pela Narrativas de Impacto. A proposta conecta a formação a uma demanda de comunicação de uma organização social de Curitiba, selecionada por chamada pública: os participantes desenvolvem roteiros a partir dessa demanda, e um dos trabalhos será transformado em filme pela Trópico Audiovisual.

O festival também prepara uma mostra competitiva online, com chamada aberta até 9 de novembro para obras audiovisuais brasileiras de até cinco minutos. Podem ser inscritos documentários, ficções, animações, videoartes, campanhas, conteúdos institucionais de organizações sociais e produções em outros formatos, relacionados aos temas do ContraFluxo. As obras selecionadas integrarão a programação de exibição e concorrerão a prêmios concedidos pelo júri especializado e por votação do público.

A iniciativa é realizada pela Trópico Audiovisual, produtora especializada na criação e produção de narrativas de impacto, com atuação em cinema, séries e campanhas audiovisuais. Entre seus trabalhos recentes está a série Ninhos em Movimento, com episódios selecionados e premiados em festivais nacionais e internacionais, como o Chicago International Children’s Film Festival, o New York Film Festival, o Festival Internacional de Cinema Infantil de Pequim, o Festival comKids e a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.

A produtora também realizou campanha de enfrentamento à xenofobia para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Fundo de População das Nações Unidas  (UNFPA), com apoio da União Europeia, e um documentário filmado em dez estados brasileiros, com financiamento do Fundo Conjunto para os ODS. Entre suas produções estão ainda Acima da Lei, premiado no Olhar de Cinema, e Mulheres que Migram, vencedor da 13ª edição do Doc Futura.

Serviço: Masterclasses Festival ContraFluxo

Datas: 12, 19 e 26 de novembro e 1º de dezembro
Horário: das 19h às 21h.
Formato: online e ao vivo
Inscrições via Sympla
Mais informações em bit.ly/masterclasses-festivalcontrafluxo

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