Análises e Dicas #1098 – Wicked – Parte II (Wicked: For Good)

– Sinopse: Alguns anos após o isolamento de Elphaba, durante os quais ela fora d3mon1zad@ por Fake News do alto escalão de Oz, ela e Glinda seguem caminhos distintos. A amizade que as uniu é colocada à prova por escolhas políticas, morais e pessoais. Enquanto isso, uma jovem do Kansas aparece por ali… Disponível no Prime Video.

– Análise: Para mim, quase tão boa quanto a primeira parte. Principalmente em razão da solidez do roteiro, que problematiza, de forma lúdica e colorida, questões morais, éticas, políticas e sociais sem precisar apelar a lacrações e polarizações; e ainda respeita o estabelecido anteriormente, conduzindo a narrativa com clareza, fechando arcos sem conveniências e aprofundando os personagens de 1939 de forma inimaginável. Cada escolha das protagonistas encontra uma resposta coerente. Há excessos, e eles são perceptíveis (sem spoilers): o tratamento dado ao Homem de Lata é extrapolado; a tentativa de um impacto maior envolvendo o Mágico funciona mais como comentário temático do que como plot twist; e o alongamento de certas canções compromete pontualmente o ritmo, esticando cenas que já haviam cumprido a função. Ainda assim, os acertos são dominantes. A decisão de não mostrar a face de Dorothy nem de associar esta versão aos sapatos de rubi é uma escolha artística madura e respeitosa. Judy Garland permanece intocável, como deve ser, enquanto o filme entende que sua Dorothy pertence a outra era, a outro imaginário, inalcançável por releituras. E a química entre as protagonistas é o coração emocional da obra. Nasce do conflito, não do afeto gratuito, e se sustenta na oposição de valores e estratégias diante do poder. Enquanto uma enfrenta o sistema de frente, a outra aprende a sobreviver dentro dele. O filme acompanha como essas decisões moldam seus destinos e o mito que nasce a partir delas. Não há heróis simples, apenas consequências. Visualmente, o filme impressiona pela fidelidade ao universo de Oz: figurinos, design de produção, paleta de cores e povos são apresentados com identidade clara. A trilha sonora reforça emoções sem sobrepor o drama. Emocionalmente honesto, o espetáculo prefere explicar suas escolhas a apenas impressionar.

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#Magia #Elphaba #Glinda #Bruxas

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