Com o ritmo, os sons e o estilo que marcaram uma geração e uma luta, o documentário inédito Alma Negra – Do Quilombo ao Baile estreia no canal Curta! A produção, que conta como a música soul se tornou uma importante manifestação cultural e política da população afrobrasileira, inicia a programação especial do canal no Mês da Consciência Negra e está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários.

Produzida pela Kinoscópio e com direção de Flávio Frederico, que também assina o roteiro ao lado de Mariana Pamplona, o filme foi viabilizado pelo Canal Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Integrou ainda a seleção oficial de eventos como o Festival do Rio e Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Com depoimentos exclusivos, entrevistas antigas, reportagens e imagens de arquivo dos bailes brasileiros e de manifestações, o documentário retrata o surgimento do gênero no final dos anos sessenta até o ápice com os famosos bailes blacks no Rio de Janeiro e São Paulo durante os anos 70.

“O pessoal entrou ali e colocava aquela ‘caixaiada’ toda exatamente para bater o grave. O negro gosta do bumbo de batera, o negro gosta da força do baixo que bate. E isto é soul e isto é que bate na alma do negro”, diz Luizão, produtor cultural e fundador da equipe Chic Show.

Filme integrou seleção de eventos como Festival do Rio e Mostra São Paulo (Crédito:Divulgação/Curta)

Protagonistas da cena como Toni Tornado, Wilson das Neves, Dom Filó e Dom Salvador contam suas histórias e relembram os momentos e a importância de grandes artistas como Tim Maia, Cassiano, Wilson Simonal, Gérson King, entre outros.

“O soul é um estilo de música que a gente pode extravasar, para botar para fora um pouco de frustração. É também alegria, é um pouco de tudo”, define Dom Salvador, criador do grupo Abolição.

O filme retrata além da música: a popularização do movimento de afirmação da cultura negra e a luta política contra o racismo vinculado aos bailes de soul. Através do olhar de algumas das grandes intelectuais negras brasileiras dos anos 70, como Beatriz Nascimento, Lélia González e de hoje, como Edneia Gonçalves, o documentário busca nos quilombos e na batida do soul, a essência da alma negra brasileira.

“Em termos musicais, o soul, a própria palavra diz, é a alma. É uma coisa que vem do fundo da alma, com muito sofrimento da raça, dos povos, e é uma coisa que mexe muito com a gente”, avalia o cantor e compositor, Carlos Dafé.

Alma Negra – Do Quilombo ao Baile é uma produção da Kinoscópio, viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). E pode ser vista no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial (CurtaOn.com.br). A estreia no Curta! é no dia temático Segundas da Música, 02 de novembro, às 22h.

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