‘Terreiros do brincar’ (Foto: Divulgação /IC Play)
Na sexta-feira 24 de abril, a Itaú Cultural Play (IC Play), plataforma gratuita dedicada ao cinema brasileiro, disponibiliza produções que marcaram o cinema brasileiro: Bang Bang (SP, 1971) e Serras da desordem (DF, 2006), ambos de Andrea Tonacci, e Diário de uma busca (RJ, 2010), de Flavia Castro. Uma semana depois, em 1° de maio entram no catálogo filmes que exploram o universo do brincar em diferentes territórios e contextos culturais do país – os documentários Território do brincar (SP, 2015), de Cesar Cabral; Waapa (MT, 2017), de David Reeks, Paula Mendonça e Renata Meirelles; Terreiros do brincar (São Paulo, 2017)de Reeks e Renata; e a primeira temporada da animação Gildo (São Paulo, 2024), de Cesar Cabral.

O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em www.itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. O conteúdo da IC Play também está disponível nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.

‘Waapa’ (Foto: Divulgação / IC Play)
Brasileiros premiados
Premiados, os filmes que estreiam no dia 24, evidenciam, cada um a seu modo, a potência do cinema brasileiro ao articular memória e reflexão crítica sobre o país em diferentes períodos. Diário de uma busca reconstrói, em primeira pessoa, memórias atravessadas pelo exílio e pela ditadura militar no Brasil, a partir da trajetória da diretora e de sua família. Premiado no Festival de Gramado e no Festival do Rio, o documentário se destaca pela narrativa íntima e pela força de seu testemunho histórico.

Com estrutura fragmentada e experimental, Bang Bang constitui-se como um marco do Cinema Marginal brasileiro. A obra mescla situações aparentemente desconexas, como perseguições e cenas de violência, para dialogar com diferentes referências do cinema clássico e moderno. Por sua vez, Serras da desordem revisita a trajetória de Carapirú, um indígena nômade que, em 1977, consegue escapar de um atentado, sendo encontrado 10 anos depois e tornando-se manchete dos jornais brasileiros.

‘Gildo’ Primeira Temporada (Foto: Divulgação / IC Play )
Universo do brincar
As produções que entram no catálogo da Itaú Cultural Play a partir de 1° de maio exploram temas sobre a infância. Em Território do brincar, diferentes atividades infantis registradas em várias regiões do Brasil, revelam a diversidade cultural e a importância do brincar como expressão universal.
Waapa acompanha práticas do povo Yudja no Parque Indígena do Xingu a partir das quais reflete sobre a relação entre espiritualidade, infância e comunidade. Em Terreiros do brincar, manifestações populares de diferentes regiões do país são registradas como espaços de celebração e convivência entre gerações.
Finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e presente em festivais internacionais como o Prix Jeunesse, a animação Gildo, baseada na aclamada série de livros para crianças de Silvana Rando, acompanha as aventuras de uma turma de amigos formada pelo elefante Gildo, o pássaro Paulo e a barata Socorro. Em 20 episódios curtos e independentes, os personagens enfrentam desafios, descobrem novas formas de brincar e aprendem sobre convivência e trabalho em equipe. Com técnicas variadas de animação, como 2D e stop-motion, a série constrói um universo visual rico em texturas e cores e estimula a criatividade do público infantil.

FICHA E SINOPSES DAS PRODUÇÕES

-Diário de uma busca
de Flavia Castro (documentário, 105 min, Rio de Janeiro, 2010)
Classificação indicativa: 10 – Drogas lícitas, linguagem imprópria
Sinopse: Fragmentos de memória são reconstruídos neste filme-diário sobre a infância da diretora Flavia Castro, filha de militantes de esquerda nas décadas de 1960 e 1970. Entre cenários do exílio familiar e cartas marcadas por ausência e saudade, a realizadora resgata momentos que lhe foram roubados pela morte, sem explicações, de seu pai, Celso, e reconstrói a história de sua família durante o período da ditadura.

-Bang Bang
de Andrea Tonacci (comédia, 80 min, São Paulo, 1971)
Classificação indicativa: 12 – Conteúdo sexual, drogas lícitas, nudez e violência
Sinopse: Taxista e passageiro se desentendem durante uma corrida pela cidade. Nas ruínas de um ferro-velho, um trio grotesco de bandidos dá tiros a esmo. Um homem anda sozinho por uma metrópole vazia, enquanto uma perseguição digna de filme policial vai se construindo na cabeça do espectador. A partir dessas personagens e situações, Andrea Tonacci criou um marco do cinema moderno brasileiro.

-Serras da desordem
de Andrea Tonacci (documentário, 135 min, Distrito Federal, 2006)
Classificação indicativa: 10 – Nudez
Sinopse: Em 1977, Carapirú, um indígena nômade, consegue escapar de um atentado em que toda a sua família é morta. Ele perambula pelas serras do Brasil central até ser encontrado dez anos depois, a 2000 quilômetros de seu ponto de partida. Levado para Brasília pelo sertanista Sydney Possuelo, Carapirú torna-se manchete nacional e centro de uma polêmica entre antropólogos e linguistas.

-Território do brincar
de Cesar Cabral (documentário, 90 min, São Paulo, 2015)
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Durante dois anos, documentaristas viajaram pelo Brasil e registraram brincadeiras de diversas regiões brasileiras. Diferentes realidades formam uma só história, construída com gestos sutis e serenos, que revelam a importância do brincar e como ele se manifesta em suas múltiplas possibilidades de existir.

-Waapa
de David Reeks, Paula Mendonça e Renata Meirelles (documentário, 20 min, Mato Grosso, 2017)
Classificação indicativa: AL – Violência, nudez
Sinopse: No Parque Indígena do Xingu (MT), o povo Yudja encontra na riqueza de sua cultura o rezo pela criança e por sua vida, contemplando alma e infância em uma só essência. A relação espiritual entre nascer, brincar e viver é registrada com sensibilidade neste documentário, que acompanha práticas e vivências regadas à sabedoria ancestral.
Com legendas descritivas.

-Terreiros do brincar
de David Reeks e Renata Meirelles (documentário, 51 min, São Paulo, 2017)
Classificação indicativa: A10 – Violência, temas sensíveis, nudez
Sinopse: Grupos de manifestações populares de quatro estados brasileiros se reunem para compartilhar suas visões sobre o que é “ritualizar a vida”. Com a presença de crianças em todas as comemorações, a relação social estabelecida nestes ambientes é explorada de maneira leve e sensível, e o tempo da infância é celebrado em um ritmo único e sagrado.
Com legendas descritivas.

-Gildo
de Cesar Cabral (animação, São Paulo, 2024)
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Baseada na aclamada série de livros infantis de Silvana Rando, esta série de animação acompanha uma turminha inseparável que embarca nas mais diversas aventuras. Para o elefante Gildo, o pássaro Paulo e a estilosa barata Socorro, sempre há uma descoberta por vir. Não há limites para a imaginação quando, ao brincar, tudo é possível.

SERVIÇO:
Estreias na Itaú Cultural Play
24 de abril e 1° de maio

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