Marcelo Tas e Oscar Schmidt durante o ‘Provoca’, em 2019 (Foto: Divulgação/ TV Cultura)

TV Cultura presta homenagem a Oscar Schmidt, que faleceu nesta sexta-feira (17/4), aos 68 anos, com a reapresentação do programa Provoca, hoje, a partir das 23h30.

Na entrevista conduzida por Marcelo Tas, o maior jogador de basquete da história do Brasil fala sobre sua trajetória no esporte, política e momentos marcantes da vida. Reconhecido como o maior cestinha da história do basquete mundial, Oscar também relembra sua breve incursão na política e sua atuação como palestrante.

Exibido originalmente em dezembro de 2019, o programa destaca a personalidade franca e bem-humorada do atleta, além de reflexões sobre carreira, superação e legado.

Falecimento
Conhecido eternamente como “Mão Santa”, o ex-jogador teve a morte confirmada após passar mal em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele deu entrada nesta manhã no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) em parada cardiorrespiratória. A despedida encerra a trajetória de um atleta que ajudou a transformar o basquete em paixão nacional.

Dono da camisa 14 da seleção brasileira, Oscar construiu uma carreira monumental e se tornou o maior cestinha da história do basquete brasileiro. Com sua impressionante capacidade de pontuar, virou referência absoluta dentro e fora das quadras, acumulando feitos que o colocaram entre os maiores atletas que o país já produziu.

Entre os momentos mais marcantes está a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil derrotou os Estados Unidos em uma vitória histórica, lembrada até hoje como um dos maiores capítulos do esporte nacional. Oscar foi um dos símbolos máximos daquele triunfo inesquecível.

Ao longo da carreira, ele disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos (Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996). Seus 1.093 pontos na história das Olimpíadas até hoje não foram alcançados por nenhum outro atleta, número que o consolida como um dos maiores pontuadores da história do basquete mundial. Oscar também é o maior cestinha da história da seleção brasileira: 7.693 pontos.

Mais do que recordes, o Mão Santa deixa como herança a popularização do esporte no Brasil, o carisma de um ídolo raro e uma ligação afetiva profunda com gerações de torcedores. Seu nome permanece eterno na história das quadras. Ele deixa a mulher, Maria Cristina, e dois filhos, Filipe e Stephanie.

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