
Para celebrar o primeiro fim de semana da exposição inédita “Janis”, o Museu da Imagem e do Som, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, preparou uma programação especial nos dias 18 e 19 de abril, que convida os visitantes a adentrar o espírito flower power da lendária cantora norte-americana. Além de conferir uma seleção de mais de 300 itens da artista na exposição, o público vai imergir no estilo de Janis Joplin com uma oficina de miçangas e um show com suas músicas mais icônicas.
No sábado, dia 18 de abril, o Núcleo Educativo do MIS convida o público para o Miçanga Festival. No espírito dos festivais musicais dos anos 1960, como o Monterey Pop Festival e o Woodstock, o Educativo MIS realiza uma atividade repleta de música, criatividade e… acessórios de miçanga! Assim como Janis Joplin produzia alguns de seus colares com suas amigas, aproveite sua ida à exposição para se inspirar e fazer o seu acessório também.

Já no domingo, dia 19, acontece o Tributo a Janis Joplin, interpretado pela banda OÁZ – que ganha ainda mais força com a presença de Débora Alvarenga, conhecida nas redes sociais como a “Janis Joplin Brasileira” (reconhecimento conquistado por sua impressionante semelhança vocal e presença de palco marcante). O repertório da apresentação percorre clássicos atemporais, como “Piece of My Heart”, “Cry Baby”, “Mercedes Benz” e outros sucessos que marcaram gerações, recriando a atmosfera crua, autêntica e libertária dos anos 1960. Mais do que um show, o tributo é uma experiência sensorial que transporta o público para a essência do rock, com interpretações carregadas de emoção, improviso e entrega artística.
Sobre a exposição
Em 16 de abril, o MIS inaugura “Janis”, mostra que conta com um grande e variado acervo de itens originais, além de uma expografia sensorial que fará o público imergir na contracultura e espírito transgressor dos anos 60, sob a luz da vida e obra de Janis Joplin. Os ingressos, nos valores de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), já podem ser adquiridos no site: megapass.com.br/mis. A exposição apresenta uma seleção de mais de 300 itens, como figurinos, adereços, manuscritos e muitas outras peças originais, diretamente de Los Angeles/EUA. “Tivemos acesso à família de Janis e estamos trazendo ao MIS um grande acervo da cantora, nunca visto no Brasil”, afirma André Sturm, diretor geral do Museu da Imagem e do Som e curador da mostra. “E mais: para além dos objetos pessoais, nós fizemos um profundo levantamento fotográfico da vida e carreira de Janis para compor a exposição. Destaco as imagens do Monterrey Pop, um grande festival de música da década de 60, onde ela foi descoberta, ocorrido antes mesmo de Woodstock”.

Sobre Janis Joplin
Aquela voz – aguda, rouca, terrena, explosiva – permanece entre as mais distintas e eletrizantes da história da música. Ela reivindicou o blues, o soul, o gospel, o country e o rock com autoridade e entusiasmo inquestionáveis, transitando destemidamente entre jams psicodélicas de guitarra, raízes intimistas e tudo o que há entre esses dois extremos. Suas performances vulcânicas deixavam o público atônito e sem palavras, enquanto seu magnetismo sexual, sua postura experiente e seu estilo extravagante quebravam todos os estereótipos sobre artistas femininas – e, essencialmente, inventavam o paradigma da “mãe do rock”.
Nascida em Port Arthur, Texas, em 1943, Joplin foi influenciada por Leadbelly, Bessie Smith e Big Mama Thornton na adolescência, e a autenticidade dessas vozes impactou fortemente sua decisão de se tornar cantora. Autodenominada “desajustada” no ensino médio, ela sofreu praticamente ostracismo, mas se aventurou na música folk com os amigos e na pintura. Frequentou brevemente a faculdade em Beaumont e Austin, mas se sentiu mais atraída pelas lendas do blues e pela poesia beat do que pelos estudos; logo abandonou a faculdade e, em 1963, partiu para São Francisco, acabando por se estabelecer no notoriamente problemático bairro de Haight-Ashbury, marcado pelo uso de drogas. Lá, conheceu o guitarrista Jorma Kaukonen (que mais tarde integraria a lendária banda de rock de São Francisco, Jefferson Airplane) e os dois gravaram uma série de canções com a esposa dele, Margareta, que tocava na máquina de escrever. Essas faixas – incluindo clássicos do blues como “Trouble in Mind” e “Nobody Knows You When You’re Down and Out” – viriam à tona mais tarde no infame bootleg “Typewriter Tapes”.
Ela retornou ao Texas para escapar dos excessos do bairro Haight-Ashbury, matriculando-se como estudante de sociologia na Universidade Lamar, adotando um penteado colmeia e levando uma vida geralmente “certinha”, apesar de ocasionais apresentações em Austin. Mas a Califórnia a atraiu de volta para seu abraço cintilante em 1966, quando ela se juntou à banda de rock psicodélico “Big Brother and the Holding Company”. Sua adoção de um estilo de vestimenta extravagante – com óculos de aros grossos, cabelo frisado e roupas chamativas que faziam alusão, ao estilo hippie, à era do burlesco – impulsionou ainda mais sua crescente reputação.

O inovador Festival Internacional de Pop de Monterey – realizado de 16 a 18 de junho de 1967 – transformou a carreira de Janis Joplin e lançou as bases para festivais como Woodstock. Janis chegou ao bucólico Parque de Exposições do Condado de Monterey como membro do Big Brother and the Holding Company, um grupo praticamente desconhecido fora de São Francisco. Ao final do fim de semana, ela era o centro das atenções da mídia mundial e passou a ser cortejada pelo presidente da Columbia Records, Clive Davis, e pelo empresário de Bob Dylan, Albert Grossman.
Anunciado como “três dias de paz e música”, o Woodstock de 1969 foi o ponto culminante das mudanças culturais que ocorreram ao longo da década. Tudo, desde música, literatura e moda até as atitudes em relação ao sexo e às drogas, foi afetado pela convulsão social – enquanto a guerra no Vietnã continuava, quase meio milhão de pessoas compareceram para demonstrar que a paz e o amor eram possíveis.
Saiba mais em: https://janisjoplin.com/
A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e MIS, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac.
O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.
Miçanga Festival – oficina Educativa | Programação especial – Exposição “Janis”
Data: 18.04, das 11h às 13h
Local: Foyer de entrada do MIS
Ingresso: Gratuito, sem necessidade de inscrição prévia
Classificação: Livre
Tributo a Janis Joplin com a banda OÁZ | Programação especial – Exposição “Janis”
Data: 19.04, às 17h
Local: Auditório MIS (168 lugares)
Ingresso: 40,00 (inteira) e
Classificação: Livre
Exposição “Janis”
Data: a partir de 16 de abril de 2026
Local: MIS – Avenida Europa, 158 – Jd. Europa – São Paulo
Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h.
Ingressos: terças-feiras: gratuito; de quarta a domingo: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) | megapass.com.br/mis
Classificação: livre



