
A mostra Estórias audiovisuais da moda brasileira: outras histórias, omposta por dois curtas, um média e seis longas-metragens documentais, já está disponível na Itaú Cultural Play (IC Play), plataforma gratuita de streaming dedicada ao cinema nacional. A seleção explora a moda sob perspectivas diferentes, revelando como se manifesta nos mais diversos grupos sociais e territórios brasileiros e como os transforma. A exibição destes nove filmes na plataforma dá sequência à parceria iniciada em 2025 com o movimento Fashion Revolution.
Trata-se de uma campanha global de luta pela inclusão e sustentabilidade na moda criado em 2014, após a tragédia do Rana Plaza, que vitimou 1.138 trabalhadores da moda em Bangladesh no dia 24 de abril de 2013. No Brasil, o movimento conta com uma rede composta de centenas de voluntários em todas as regiões do país, atuantes em mais de 150 instituições de ensino. Em 2026, a Semana Fashion Revolution, com sete dias de ações e eventos de moda ativista em todo o país, acontece de 22 a 28 de abril, com o tema Fortalecer ecossistemas da moda. Nesse contexto, além de integrarem o catálogo, os filmes serão exibidos pelos voluntários cadastrados em programações presenciais, gratuitas e educativas, em várias cidades brasileiras, como resultado da parceria das duas instituições.
Com curadoria conjunta de Laura Artigas, Fashion Revolution e Itaú Cultural Play, as produções levam a assinatura de diretores premiados e estreantes. Em comum, eles procuram a expressividade da moda em aspectos sociais, culturais, raciais, de gênero e econômicos. Os documentários também retratam, direta ou indiretamente, a relação da moda com os locais em que foram realizados. Sentidos do fio, Tecido sigilo e Favela é moda foram filmados no Rio de Janeiro; Estou me guardando para quando o carnaval chegar e Sulanca mostram os impactos da indústria têxtil em Pernambuco; De tudo um pouco sabia costurar é uma produção de Sergipe; O ponto firme se passa em São Paulo e Uýra – A retomada da floresta é uma coprodução de São Paulo e Amazonas.
O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em www.itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. Você também pode encontrar conteúdo da IC Play nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.
Os filmes
O documentário O ponto firme (97 min, 2022), de Laura Artigas, observa o projeto criado por Gustavo Silvestre em uma penitenciária de Guarulhos, para ensinar crochê aos detentos. Inspirado no Cinema Direto, a proximidade da câmera com o cotidiano dos detentos revela processos de aprendizado, criação e transformação.
No curta-metragem Tecido sigilo (15 min, 2021), o diretor Lucílio Queiros de Oliveira Junior constrói um curta-metragem documental que investiga a forma como corpos pretos são percebidos nos espaços a partir das roupas que usam. Com uma linguagem experimental, o filme discute a relação entre corpo, embalagem e espaço.
Sentidos do fio (86 min, 2024) reúne entrevistas de artistas contemporâneos brasileiros para discorrerem sobre a importância do fio, objeto de suas pesquisas e produções artísticas. Dirigido por Evângelo Gasos, o filme propõe uma reflexão a respeito do fio como elemento material e conceitual em diferentes práticas artísticas. Em De tudo um pouco sabia costurar (24 min, 2022), os diretores Yérsia Assis e Felipe Moraes constroem uma relação entre costura e memória por meio de histórias de Dona Carmen, uma costureira negra. Por meio de seus relatos, o curta entrelaça camadas sociais, raciais, culturais e de gênero.
Premiado pelo roteiro no 2º Fest Rio, Sulanca (40 min, 1986), de Katia Mesel, registra a transformação de Santa Cruz do Capibaribe, onde mulheres mudaram a realidade da região por meio da costura e venda de roupas, atreladas à colaboração coletiva, evidenciado o protagonismo feminino na consolidação de uma economia baseada na confecção de roupas.
Em Favela é moda (75 min, 2019), eleito Melhor Documentário pelo voto popular no Festival do Rio de 2019, Emílio Domingues acompanha uma agência de modelos da comunidade do Jacarezinho, na capital fluminense, que combina estilo, conscientização estética e política para quebrar barreiras.
Uýra – A retomada da floresta (70 min, 2022), de Juliana Curi, segue a trajetória de uma artista indígena trans que articula performance e estética na sua luta por justiça social e climática. Articulando saberes ancestrais amazônicos em suas ações, sua trajetória tensiona violência, identidade, estética e relação com a natureza.
Em Estou me guardando para quando o carnaval chegar (86 min, 2019), de Marcelo Gomes, é possível sentir a transformação enfrentada pela cidade de Toritama, Sergipe, de uma comunidade pacata para um centro massivo de produção industrial de calças jeans. Premiado no 24º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentário, o filme investiga as transformações sociais e culturais da população.
FICHA E SINOPSES DOS FILMES
O ponto firme
de Laura Artigas (documentário, 97 min, São Paulo, 2022)
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Criado em 2015 pelo estilista recifense Gustavo Silvestre, o Projeto Ponto Firme nasceu com a proposta de levar aulas de crochê a uma penitenciária masculina. Na unidade Adriano Marrey, em Guarulhos, homens condenados pela justiça se dedicam ao aprendizado da técnica, em um ambiente marcado por fios, agulhas e processos criativos.
de Laura Artigas (documentário, 97 min, São Paulo, 2022)
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Criado em 2015 pelo estilista recifense Gustavo Silvestre, o Projeto Ponto Firme nasceu com a proposta de levar aulas de crochê a uma penitenciária masculina. Na unidade Adriano Marrey, em Guarulhos, homens condenados pela justiça se dedicam ao aprendizado da técnica, em um ambiente marcado por fios, agulhas e processos criativos.
Sentidos do fio
de Evângelo Gasos (documentário, 86 min, Rio de Janeiro, 2024)
Classificação indicativa: livre – Nudez
Sinopse: O filme reúne depoimentos e reflexões de 25 artistas contemporâneos brasileiros, explorando o fio como materialidade e conceito em suas pesquisas artísticas.
de Evângelo Gasos (documentário, 86 min, Rio de Janeiro, 2024)
Classificação indicativa: livre – Nudez
Sinopse: O filme reúne depoimentos e reflexões de 25 artistas contemporâneos brasileiros, explorando o fio como materialidade e conceito em suas pesquisas artísticas.
Tecido sigilo
de Lucílio Queiros de Oliveira Junior (documentário experimental, 15 min, Rio de Janeiro, 2021)
Classificação indicativa: não informada
Sinopse: O curta investiga como corpos pretos são percebidos nos espaços a partir da vestimenta, discutindo as relações entre corpo, aparência e ambiente.
de Lucílio Queiros de Oliveira Junior (documentário experimental, 15 min, Rio de Janeiro, 2021)
Classificação indicativa: não informada
Sinopse: O curta investiga como corpos pretos são percebidos nos espaços a partir da vestimenta, discutindo as relações entre corpo, aparência e ambiente.
De tudo um pouco sabia costurar
de Yérsia Assis e Felipe Moraes (documentário, 24 min, Sergipe, 2022)
Classificação indicativa: 6 anos – Temas sensíveis
Sinopse: A partir da narrativa de Dona Carmen, costureira negra, o filme apresenta histórias que se entrelaçam e revelam dimensões sociais, culturais, raciais e de gênero ligadas ao seu ofício.
de Yérsia Assis e Felipe Moraes (documentário, 24 min, Sergipe, 2022)
Classificação indicativa: 6 anos – Temas sensíveis
Sinopse: A partir da narrativa de Dona Carmen, costureira negra, o filme apresenta histórias que se entrelaçam e revelam dimensões sociais, culturais, raciais e de gênero ligadas ao seu ofício.
Sulanca
de Katia Mesel (documentário, 40 min, Pernambuco, 1986)
Classificação indicativa: não informada
Sinopse: O filme retrata a transformação socioeconômica das mulheres de Santa Cruz do Capibaribe, que, por meio da costura e da venda de roupas, passaram a atuar em todas as etapas da produção e contribuíram para a economia local.
de Katia Mesel (documentário, 40 min, Pernambuco, 1986)
Classificação indicativa: não informada
Sinopse: O filme retrata a transformação socioeconômica das mulheres de Santa Cruz do Capibaribe, que, por meio da costura e da venda de roupas, passaram a atuar em todas as etapas da produção e contribuíram para a economia local.
Favela é moda
de Emílio Domingos (documentário, 75 min, Rio de Janeiro, 2019)
Classificação indicativa: livre
Sinopse: No Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, Julio César cria a agência Jacaré Moda e oferece formação para jovens negros interessados em atuar no mercado, articulando moda, identidade e autoestima.
de Emílio Domingos (documentário, 75 min, Rio de Janeiro, 2019)
Classificação indicativa: livre
Sinopse: No Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, Julio César cria a agência Jacaré Moda e oferece formação para jovens negros interessados em atuar no mercado, articulando moda, identidade e autoestima.
Uýra – A retomada da floresta
de Juliana Curi (documentário, 70 min, São Paulo e Amazonas, 2022)
Classificação indicativa: 12 anos – Linguagem imprópria e nudez
Sinopse: O filme acompanha Uýra Sodoma, artista indígena trans, em um percurso que articula performance e saberes ancestrais, abordando questões como racismo, transfobia e relação com a floresta amazônica.
de Juliana Curi (documentário, 70 min, São Paulo e Amazonas, 2022)
Classificação indicativa: 12 anos – Linguagem imprópria e nudez
Sinopse: O filme acompanha Uýra Sodoma, artista indígena trans, em um percurso que articula performance e saberes ancestrais, abordando questões como racismo, transfobia e relação com a floresta amazônica.
Estou me guardando para quando o carnaval chegar
de Marcelo Gomes (documentário, 86 min, Pernambuco, 2019)
Classificação indicativa: 10 anos – Drogas lícitas e linguagem imprópria
Sinopse: Em Toritama, cidade conhecida pela produção de jeans, trabalhadores mantêm um ritmo intenso de produção ao longo do ano, interrompido apenas no período do Carnaval, quando deixam a rotina para viajar e vivenciar um breve momento de descanso.
de Marcelo Gomes (documentário, 86 min, Pernambuco, 2019)
Classificação indicativa: 10 anos – Drogas lícitas e linguagem imprópria
Sinopse: Em Toritama, cidade conhecida pela produção de jeans, trabalhadores mantêm um ritmo intenso de produção ao longo do ano, interrompido apenas no período do Carnaval, quando deixam a rotina para viajar e vivenciar um breve momento de descanso.
SERVIÇO:
Histórias audiovisuais da moda brasileira: outras estórias
A partir de 1º de abril de 2026



