
O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo recebe, de 21 de janeiro a 12 de fevereiro, a mostra inédita do aclamado cineasta Todd Haynes, pioneiro do movimento New Queer Cinema e reconhecido por seu trabalho no cinema independente contemporâneo, com entrada gratuita.
Com a curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo, a mostra traz um total de 23 títulos, entre obras dirigidas por Haynes e filmes de outros realizadores que dialogam diretamente com sua filmografia. “Pensamos na retrospectiva a partir de três vibrações que atravessam toda a filmografia de Haynes: a herança vanguardista do New Queer Cinema, o diálogo entre diferentes linguagens artísticas e o melodrama como forma de expor as contradições da vida doméstica e social”, comentam as curadoras.
Reconhecido internacionalmente, Todd Haynes acumula importantes prêmios e indicações ao longo da carreira. O longa Carol (2015), seu maior sucesso comercial e seu filme mais distribuído ao redor do mundo, além de grande sucesso de crítica, foi indicado a seis Oscars e por Longe do Paraíso (2002), o diretor foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, além de prêmios como o Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance (1991), o Teddy Award no Festival de Berlim (1991), o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza (2007) e a Palma Queer no Festival de Cannes (2015). Além disso, três de seus filmes foram incluídos na tradicional lista dos dez melhores do ano da revista Cahiers du Cinéma: Velvet Goldmine (1998), Carol (2015) e Segredos de um escândalo (2024).
A obra de Haynes é marcada por uma leitura crítica do chamado “sonho americano”, explorando temas como sexualidade, identidade de gênero e as normas sociais que estruturam a vida privada. O cineasta também investiga a construção da identidade artística e cultural em retratos de figuras icônicas, como David Bowie em Velvet Goldmine (1998) e Bob Dylan em Não estou lá (2007).
Além dos títulos citados acima, a programação apresenta também os filmes Veneno (1991), Mal do século (1995) e o documentário The Velvet Underground (2021), assinados por Haynes, e obras de outros cineastas como Uma Mulher Sob Influência, de John Cassavetes, Desencanto, de David Lean, Tudo que o Céu Permite, de Douglas Sirk, Canção de Amor, de Jean Genet, Peggy e Fred no Inferno: o Prólogo, de Leslie Thornton, Jollies, de Sadie Benning, Jeanne Dielman, de Chantal Akerman, Vento Seco, de Daniel Nolasco , e Primavera, de Fábio Ramalho, que estabelecem paralelos estéticos e conceituais com o trabalho de Todd Haynes.
A sessão de abertura acontece no dia 21/01, quarta-feira, às 17h, com a exibição do filme “Longe do Paraíso”, de Todd Haynes, com Julianne Moore, Dennis Quaid, Dennis Haysbert, Viola Davis e grande elenco. Na trama, Cathy (Moore), uma dona de casa com vida aparentemente perfeita descobre que seu marido Frank (Quaid) mantém um relacionamento com outro homem. Abalada, ela se aproxima de Raymond, um jardineiro negro, gerando preconceito e desconfiança na comunidade. Enquanto Cathy e Frank mantêm o casamento por aparência, nasce entre ela e Raymond uma paixão silenciosa e proibida. Após a exibição, a sessão será comentada pelo cineasta Marcelo Caetano.
Além das exibições, a mostra conta com atividades formativas com seis sessões comentadas, duas mesas de debate, entre eles sobre o legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer, sessão educativa, um curso de oito horas com o tema “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de ‘Carol’, de Todd Haynes” e ações de acessibilidade. Como parte do projeto, será lançado um catálogo em versões impressa e digital, reunindo textos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, entre eles, um texto inédito de uma das maiores referências da crítica de cinema feminista, a pesquisadora Mary Ann Doane. Para retirar o catálogo, basta apresentar os ingressos de cinco sessões e informar o CPF na bilheteria do CCBB SP.
Ao realizar este projeto, o CCBB São Paulo apresenta ao público títulos raros e obras consagradas deste diretor que é considerado um dos nomes centrais do cinema independente contemporâneo, reafirmando seu compromisso com a democratização do acesso à arte.
Com patrocínio do Banco do Brasil, a “Mostra Todd Haynes” é uma produção da Caprisciana Produções, com a idealização, coordenação geral e produção executiva de Hans Spelzon e a curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo. A programação está disponível em bb.com.br/cultura e no catálogo virtual, que poderá ser baixado gratuitamente durante o período do evento. A mostra acontece também no CCBB Rio de Janeiro, de 14/01 a 09/02 e no CCBB Brasília, de 03 a 22/03.
SERVIÇO
Mostra Todd Haynes
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Período: 21 de janeiro a 12 de fevereiro de 2026.
Entrada Gratuita: Ingressos disponíveis a partir das 9h, no dia de cada sessão, na bilheteria do CCBB e em bb.com.br/cultura.
Classificação indicativa: Consultar a classificação indicativa de cada sessão no site do CCBB SP
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP
Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras
Informações: (11) 4297-0600
Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.
Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA POR DIA:
21/01/2025 (quarta-feira)
17h00 – Longe do Paraíso + Sessão Comentada (Marcelo Caetano) – 14 anos
22/01/2025 (quinta-feira)
15h00 – O Preço da Verdade – 12 anos
17h30 – Sessão apresentada (Flávio Pinto) + Não Estou Lá – 12 anos
23/01/2025 (sexta-feira)
15h30 – The Velvet Underground – 16 anos
17h45 – Velvet Goldmine – 18 anos
24/01/2025 (sábado)
14h00 – Tudo O Que o Céu Permite – 12 anos
16h00 – Segredos de Um Escândalo + Sessão Comentada (Lorenna Montenegro) – 16 anos
25/01/2025 (domingo)
13h30 – Uma Mulher Sob Influência – 16 anos
16h30 – Mal do Século – 14 anos
26/01/2025 (segunda-feira)
16h30 – Jeanne Dielman – 16 anos
28/01/2025 (quarta-feira)
18h00 – Sem Fôlego – 10 anos
29/01/2025 (quinta-feira)
18h00 – DEBATE: O legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer, com Éri Sarmet e Matheus Marchetti (com LIBRAS) – 16 anos
30/01/2025 (sexta-feira)
15h00 – Jollies (1991, Sadie Benning) + Dottie Leva Palmadas (1993, Todd Haynes) + Primavera (2017, Fábio Ramalho) + Sessão Comentada (Camila Macedo) – 16 anos
17h30 – Canção de Amor + Veneno + Sessão Comentada (Clari Ribeiro) – 18 anos
31/01/2025 (sábado)
15h00 – Desencanto – 14 anos
17h00 – Carol – 14 anos
01/02/2025 (domingo)
14h00 – O Medo Devora a Alma – 16 anos
16h00 – Longe do Paraíso – 14 anos
02/02/2025 (segunda-feira)
17h15 – Sessão com Acessibilidade – Carol + Conversa com a curadoria (com LIBRAS) – 14 anos
04/02/2025 (quarta-feira)
13h00 – Curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de ‘Carol’, de Todd Haynes” – 16 anos
17h45 – Segredos de Um Escândalo – 16 anos
05/02/2025 (quinta-feira)
13h00 – Curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de ‘Carol’, de Todd Haynes” – 16 anos
17h45 – O Suicídio (1978, Todd Haynes) + Assassinos: um filme sobre Rimbaud (1985, Todd Haynes) + Peggy e Fred no Inferno: o prólogo (1984, Leslie Thorton) + Sessão Comentada (Carol Almeida) – 16 anos
06/02/2025 (sexta-feira)
15h00 – Velvet Goldmine + Sessão Comentada (Lufe Steffen) – 18 anos
18h15 – Vento Seco – 18 anos
07/02/2025 (sábado)
15h00 – DEBATE: Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes, com Julia Katharine e Caetano Gotardo (com LIBRAS) – 16 anos
17h00 – Mal do Século – 14 anos
08/02/2025 (domingo)
14h00 – Canção de Amor + Veneno – 18 anos
16h00 – Carol – 14 anos
09/02/2025 (segunda-feira)
17h30 – Não Estou Lá – 12 anos
11/02/2025 (quarta-feira)
17h45 – The Velvet Underground – 16 anos
12/02/2025 (quinta-feira)
17h45 – O Preço da Verdade – 12 anos
FILMES E SINOPSES:
Segredos de um escândalo
May december, Todd Haynes, 2023, 117 minutos, EUA
Sinopse: Inspirado em uma história real, o filme conta a história de Gracie e seu marido Joe, que é 23 anos mais novo que ela. O relacionamento dos dois começou quando Joe ainda tinha 13 anos, causando um escândalo nos jornais. Vinte anos depois desse romance ter chegado às manchetes, o casal vive uma vida tranquila enquanto se prepara para que seus gêmeos comecem o ensino médio. No entanto, suas rotinas serão alteradas quando a atriz Elizabeth Berry começa a estudar Gracie para um papel no cinema.
The Velvet Underground
The Velvet Underground, Todd Haynes, 2021, 121 minutos, EUA
Sinopse: O legado da icônica banda de rock no primeiro grande documentário a contar sua história. Dirigido com o espírito vanguardista da época, esta história oral caleidoscópica combina entrevistas exclusivas – entre elas conversas com os membros sobreviventes da banda, John Cale e Maureen Tucker – com imagens de arquivo deslumbrantes que acompanham a história da banda desde sua formação até o fim da formação original no início dos anos 1970.
O preço da verdade
Dark waters, Todd Haynes, 2019, 126 minutos, EUA
Sinopse: Robert Bilott é um advogado de defesa corporativo que ganhou prestígio trabalhando em casos de grandes empresas de químicos. Quando um fazendeiro, que conhece a avó de Billot, chama a atenção do advogado para mortes de gado que podem estar ligadas ao lixo tóxico de uma dessas empresas, ele embarca em uma luta pela verdade, num processo judicial que dura anos e põe em risco sua carreira, sua família e seu futuro.
Sem fôlego
Wonderstruck, Todd Haynes, 2017, 116 minutos, EUA
Sinopse: Em 1977, ao atender um telefonema, o garoto Ben é atingido pelo reflexo de um raio, situação que faz com que passe a não conseguir mais escutar nenhum som. Em 1927, a jovem surda Rose foge de sua casa em Nova York para encontrar sua mãe, a consagrada atriz Lillian Mayhew. A vida dessas duas crianças está interligada a partir de um livro de curiosidades, que os leva tanto ao Museu de História Natural, quanto a uma história de amor.
Carol
Carol, Todd Haynes, 2015, 118 minutos, EUA / GBR
Sinopse: Nova York, anos 1950, período natalino. Therese Belivet trabalha numa grande loja de Manhattan e sonha com uma vida mais plena quando, num balcão de atendimento dessa loja, conhece Carol Aird, uma mulher sedutora que, Therese descobre depois, está presa a um casamento infeliz. Após poucos minutos de conversa, a vida das duas será radicalmente alterada porque, claro, Carol esquece sua luva no balcão e Therese precisa reencontrá-la.
Não estou lá
I’m not there, Todd Haynes, 2007, 135 minutos, EUA / ALE
Sinopse: Seis personagens – um menino negro, um poeta, um ator, um fora-da-lei, um cantor em crise com seus fãs e o protagonista de um documentário – remontam livremente a trajetória de Bob Dylan em pequenas passagens que se misturam ao longo do filme, numa contra-biografia menos interessada em fatos, e mais atenta a capturar as narrativas poéticas ao redor do famoso compositor.
Longe do paraíso
Far from heaven, Todd Haynes, 2002, 107 minutos, EUA / FRA
Sinopse: Nos anos 1950, em Connecticut, Cathy e Frank Whitaker são o ideal da família perfeita no imaginário capitalista do “sonho americano”. Mas por trás das aparências, os dois enfrentam uma crise conjugal e um mundo tensionado por questões raciais num país segregacionista. Quando Cathy toma decisões que, para a preservação de seu status quo, parecem ser ousadas, ela irá despertar a fofoca da vizinhança e transformar várias vidas.
Velvet goldmine
Velvet goldmine, Todd Haynes, 1998, 123 minutos, GBR / EUA
Sinopse: Já se passaram 10 anos desde que o astro do glam-rock Brian Slade forjou sua própria morte e desapareceu dos holofotes. Agora, cabe ao repórter investigativo Arthur Stuart, que na sua juventude viveu intensamente o surgimento do glam rock e a emergência de seus grandes ícones, localizar essa lenda viva e descobrir a verdade por trás de seu desaparecimento. Uma releitura poética e não-autorizada que Haynes faz da trajetória de lendas da música como David Bowie, Iggy Pop e Lou Reed.
Mal do século
Safe, Todd Haynes, 1995, 119 minutos, EUA / GBR
Sinopse: Carol White, uma dona de casa de Los Angeles que vive a tranquila vida de esposa-troféu, começa a ter aquilo que, num primeiro momento, parece ser reações alérgicas graves a produtos químicos cotidianos. Isso vai transformar a segurança de sua existência em um terror da vida diária. Após inúmeras consultas de diagnósticos inconclusivos, ela parte para o Novo México para um tratamento “alternativo”, onde Carol, talvez pela primeira vez, precisará reconhecer a si mesma.
Dottie leva palmadas
Dottie gets spanked, Todd Haynes, 1993, 30 minutos, EUA
Sinopse: Um menino de seis anos nos Estados Unidos da era pré-hippie, na década de 1960, sofre bullying de seus colegas de escola e a preocupação de seu pai devido à sua fixação por uma estrela de TV chamada Dottie. O filme, que tem um tom autobiográfico, explora a imaginação dessa criança como um ambiente em que ele consegue assumir outros papéis além daqueles que parecem ser pré-determinados pra ele.
Veneno
Poison, Todd Haynes, 1991, 85 minutos, EUA
Sinopse: Composto por três segmentos, o primeiro longa de Haynes é herdeiro de várias influências cinéfilas do diretor e considerado um dos marcos do New Queer Cinema. Três histórias entrelaçadas sobre estranhos, sexo e violência: um pseudodocumentário sobre um garoto de sete anos que mata o pai; um cientista maluco que descobre a essência da sexualidade humana; o amor homossexual entre prisioneiros.
Assassinos: um filme sobre Rimbaud
Assassins: a film concerning Rimbaud, Todd Haynes, 1985, 43 minutos, EUA
Sinopse: O primeiro filme de Todd Haynes, aqui numa cópia restaurada, centra sua atenção no amor violento entre os poetas Arthur Rimbaud e Paul Verlaine. Importante notar como algumas assinaturas e interesses na filmografia de Haynes já estão presentes aqui: a presença da música pop, o tom ensaístico, o artificial, a linguagem queer. Um exercício que brinca ao som de Iggy Pop e da banda Throbbing Gristle, enquanto faz cruzar as vidas de Jean Genet e Rainer Werner Fassbinder às de Rimbaud e Verlaine.
O suicídio
The suicide, Todd Haynes, 1978, 22 minutos, EUA
Sinopse: Filmado tanto em 8mm quanto em 16 mm, assim como no filme Dottie leva palmadas, aqui temos um garoto, esse já adolescente, sofrendo bullying na escola e decidindo agir de forma drástica para interromper sua própria vida, em um tom propositalmente “sujo”. Grande parte do filme se passa em um ambiente doméstico tipicamente estadunidense, enquanto a mãe cegamente otimista do garoto tenta explicar que sua nova escola será um lugar acolhedor.
O medo devora a alma
Angst essen seele auf, Rainer Werner Fassbinder, 1974, 93 minutos, ALE (RFA)
Sinopse: Uma viúva solitária conhece um trabalhador marroquino mais jovem em um bar. Para a surpresa de ambos, e para o choque da família e dos colegas dela, eles se apaixonam.
Uma mulher sob influência
A woman under the influence, John Cassavetes, 1974, 146 minutos, EUA
Sinopse: Mabel é casada com Nick, um construtor civil sobrecarregado pelo trabalho. Emocionalmente frágil, mas em busca da felicidade, seu comportamento instável faz com que Nick a considere um risco para a família. Ele decide então interná-la em um hospital psiquiátrico.
Desencanto
Brief encounter, David Lean, 1945, 86 minutos, UK
Sinopse: Nessa adaptação da peça Still Life (1936) de Noël Coward, a dona de casa Laura Jesson flerta com a ideia de ter um caso com o médico Alec Harvey, a quem conhece em um café em uma estação ferroviária. Eles continuarão a se encontrar todas as quintas-feiras no pequeno café, embora saibam que seu amor é impossível.
Jeanne Dielman
Jeanne Dielman, 23, quai du commerce, 1080 Bruxelles, Chantal Akerman, 1975, 201 minutos, BEL / FRA
Sinopse: Três dias na vida de uma dona de casa viúva e solitária, que realiza suas tarefas diárias. Aos poucos, sua rotina ritualizada começa a desmoronar. Um filme marcante e único na história do cinema, Jeanne Dielman é a obra-prima de Chantal Akerman. O filme é ao mesmo tempo um exigente estudo de personagem e uma das representações mais hipnóticas e completas do espaço e tempo no cinema. Obra essencial que continua sendo analisada e debatida por diversas gerações de cinéfilos.
Tudo que o céu permite
All that heaven allows, Douglas Sirk, 1955, 89 minutos, EUA
Sinopse: A atraente viúva Cary Scott é consideravelmente mais velha que o belo jardineiro Ron Kirby. Desafiando as convenções sociais e enfrentando o ostracismo, Cary decide viver seu romance com Ron, que é injustamente visto como um caça-fortunas pelos amigos e pela família dela.
Canção de amor
Un chant d’amour, Jean Genet, 1950, 26 minutos, FRA
Sinopse: Dois prisioneiros em isolamento total, separados pelas grossas paredes de tijolos e necessitando desesperadamente de contato humano, inventam um tipo de comunicação bastante incomum.
Peggy e Fred no inferno: o prólogo
Peggy and Fred in hell: the prologue, Leslie Thornton, 1984, 20 minutos, EUA
Sinopse: Revelando os abusos da história e da inocência diante da catástrofe, o filme narra a jornada de duas crianças pequenas através de uma paisagem pós-apocalíptica para criar mundos próprios. Rompendo restrições de gênero, Thornton utiliza improvisação, citações inseridas, material de arquivo e temporalidades sem forma para confrontar as ideias preconcebidas do espectador sobre causa e efeito.
Jollies
Jollies, Sadie Benning, 1990, 11 minutos, EUA
Sinopse: Benning apresenta uma cronologia de suas paixões e beijos, traçando o desenvolvimento de sua sexualidade nascente. Dirigindo-se à câmera com um ar de sedução e romance, Benning transmite ao espectador a sensação de sua ansiedade e do deleite especial ao se dar conta de sua identidade lésbica.
Vento seco
Vento seco, Daniel Nolasco, 2020, 110 minutos, BRA
Sinopse: No mês de julho, o vento seco e a baixa umidade do ar ressecam a pele dos moradores de uma pequena cidade no interior de Goiás. Sandro divide seus dias entre o clube da cidade, o trabalho, o futebol com amigos e as festas locais. Ele tem um relacionamento com Ricardo, seu colega de trabalho. Mas a sua rotina começa a mudar com a chegada de Maicon, um rapaz que desperta o seu interesse e do qual todos sabem muito pouco.
Primavera
Primavera, Fábio Ramalho, 2017, 24 minutos, BRA
Sinopse: “Querido, obrigado por cuidar da casa. Tem vinho na geladeira. Se Raja ficar inquieto, é só dar um biscoitinho.”
SINOPSES – ATIVIDADES EXTRAS:
Debate: O legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer
Descrição: Como um dos mais proeminentes nomes do New Queer Cinema dos anos 1990, o trabalho de Todd Haynes tem inspirado filmografias de jovens cineastas queer ao redor do mundo e, também, no Brasil. Nesta mesa, conversaremos sobre essas influências, com especial atenção aos diálogos entre a obra de Haynes e filmes brasileiros da atualidade.
Duração: 90 minutos
Convidados: com Éri Sarmet e Matheus Marchetti, com mediação de Camila Macedo
Acessibilidade: presença de intérprete de Libras
Debate: Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes
Descrição: A proposta é pensar como o diretor projeta figuras femininas em seus filmes e produz debates de gênero a partir da remodelação dos códigos do melodrama no cinema, tradicionalmente vinculados a um suposto “cinema para mulheres”. A partir de conceitos sobre o espaço do “lar” e dos limites entre o doméstico e o público, vamos debater sobre os gestos políticos nos roteiros e nos modos de filmar que Haynes adota em várias de suas obras.
Duração: 90 minutos
Convidados: com Julia Katharine e Caetano Gotardo, com mediação de Carol Almeida
Acessibilidade: presença de intérprete de Libras
Curso: Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de Carol, de Todd Haynes
Descrição: O filme Carol é frequentemente lembrado por sua sofisticação formal, mas este curso/oficina propõe tratá-lo como um dispositivo de investigação: como a espectatorialidade se torna ação (insistência, imaginação e sobrevivência) diante de imagens historicamente marcadas entre apagamento e codificação. Apresentaremos a fabulação como inventário, recuperando imagens como bens afetivos e reorganizando-as em um baú de referências lésbicas e/ou cuir em contínua invenção e reinvenção. Mobilizaremos o velcro como método, curadoria-crítica por fricção que tensiona superfícies e produz sentido na própria montagem. Na dimensão prática, construiremos um dossiê-velcro com seleção comentada de cenas, constelações de imagens e um roteiro de montagem que explicita aderências, descolamentos e tensões, expresso, entre outras possibilidades, na forma de storyboard de vídeo-ensaio, sequência montável ou um atlas anotado de espectatorialidade lésbica e/ou cuir.
Duração: 8 horas, sendo 4 horas em cada dia.
Ministrantes: Alessandra Brandão e Ramayana Lira.
Inscrições: no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB
Capacidade: 30 alunos



