(Foto: Ana Paula Santos – Acervo TV Cultura)

Na próxima terça (25), às 22hMarcelo Tas recebe o ator Luís Navarro no Provoca, da TV Cultura. Na edição, eles falam sobre a nova fase do artista como diretor e produtor, de que forma a série Pico da Neblina impactou seu interesse pela pauta da cannabis e se essa discussão abriu caminhos para novos trabalhos, além de outros temas.

No programa, Luís revela que seu desejo de mudança profissional, de ator para diretor e produtor, nasceu de uma inquietação por mais autonomia e oportunidades criativas. “Eu acho que eu cansei de ficar esperando uma ligação. […] Você chegar enquanto artista, e ter esse privilégio, poucos têm. Então eu sempre me movimento. Eu gosto de falar que eu não sou de movimento negro nenhum, mas eu sou um negro em movimento”, destaca.

Ele conta que essa transformação também foi influenciada por seu trabalho em Pico da Neblina, série sobre a legalização da maconha, quando teve contato, pela primeira vez, com a flor da cannabis. “Com 28 anos, quando eu conheci o Pico, me deram a primeira flor.” A partir daí, passou a estudar a planta em profundidade, abraçando a causa, e a pesquisa o levou à história da criminalização no Brasil. “Ela foi demonizada pela questão racial. A gente tem a lei do Pito do Pango, […] que foi a primeira lei que proibiu a maconha no mundo. […] As pessoas não gostavam de ver os negros, após trabalharem nas fazendas, se divertindo à noite, nas senzalas, e começaram a penalizar”, conta.

Segundo o ator, seu envolvimento com a temática não só lhe trouxe novos papéis como também despertou o interesse de marcas e apoiadores para viabilizar seus projetos. “Eu devo muito a cannabis, ao tema, ao Pico da NeblinaEu acredito que eu só fiz outros papéis importantes por conta desse projeto. E é algo que as pessoas vêm em mim para poder me patrocinar, ou seja, é uma oportunidade de eu contar histórias e poder ter verba, porque se eu ficar esperando essa ligação, nunca vou receber”, afirma.

“Realização: TV Cultura, Lei Rouanet, de Incentivo a Projetos Culturais, Ministério da Cultura e Governo Federal.”

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