Série de animação brasileira ‘O Menino que Engoliu o Sol’ é exibida nas manhãs de sábado, às 10h, no SescTV. Crédito: Miguel Angeo e Eduardo Duval.

SescTV exibe, em abril, novos episódios da série de animação O Menino que Engoliu o Sol, dirigida por Patrícia Alves Dias. Produzida em 2020 e composta por 13 capítulos de sete minutos cada, a obra acompanha a infância do menino Manoel em meio às paisagens do Pantanal, onde natureza, imaginação e afeto se misturam como forma de aprendizado.

Inspirada no livro homônimo de Ricardo Pieretti Câmara, no universo poético de Manoel de Barros e no mito do fogo do povo indígena Guató, a série constrói uma narrativa delicada sobre o crescimento e a descoberta do mundo. Com narração de Ney Matogrosso, foi a única produção brasileira finalista do Japan Prize 2020, tradicional premiação internacional dedicada a conteúdos educativos criada em 1965.

Nos episódios exibidos em abril, Manoel segue explorando o quintal, os rios e os silêncios do Pantanal enquanto aprende a lidar com a passagem do tempo, o medo da noite e a curiosidade que o leva a inventar novas formas de olhar o mundo.

No nono episódio, “Aco Rékai Kaéka I-rá” (4/4), a aurora ainda guarda o frescor da noite quando o menino desperta. O narrador observa que o calor ainda dorme, mas não o menino, o sol e o quintal, onde os bichos brincam junto ao rio. Entre o despertar do dia e o descanso da luz, Manoel pede à avó Donana “só um taquinho de sol”. Ela responde com humor: “lá vinha o menino com deslimite”, reconhecendo a imaginação sem medida que move a infância.

Em “Acó Kinu I-rá” (11/4), décimo episódio, o menino escuta o mundo com atenção redobrada. O narrador diz que ele ouvia o andarilho e “a música estendida no arame”, enquanto a paca nadava no rio. Para que o dia não terminasse, Manoel se enchia de ideias e inventava maneiras de guardar luz nas horas. Donana, por sua vez, ocupa o silêncio da noite para afastar o medo do menino.

No décimo primeiro capítulo, “Acó Céne I-bó” (18/4), a imaginação se transforma em brinquedo. Manoel calça latas enferrujadas e percorre o quintal produzindo sons, como se o próprio caminhar pudesse fabricar música. O narrador lembra que o dia é feito de água e luz, enquanto o menino pergunta à avó onde o sol se esconde quando o frio chega. A resposta vem junto da chuva que cai forte, até o rio parecer encostar na casa.

Encerrando o mês, “Akó Dúni I-bó” (25/4) mostra um Manoel um pouco mais crescido. Aos sete anos, o menino descobre que viver perto do rio é também experimentar o mundo. Em um dia de chuva intensa, o quintal escurece e o menino desaparece de vista. Donana o encontra escondido sob a cama, com medo do escuro. Sentada na cadeira de balanço, ela o embala no colo e conversa com ele em guató, meninez e na língua dos pássaros, lembrando que é hora de acordar o mundo e trazer luz para o quintal.

Ao transformar o Pantanal em território sensível da infância, O Menino que Engoliu o Sol reafirma o compromisso do SescTV com produções que valorizam a inteligência do público infantil e dialogam também com adultos. Entre quintais, rios e bichos, a série mostra que crescer é aprender a escutar o mundo, e descobrir que a luz pode nascer da imaginação.

SERVIÇO
O Menino que Engoliu o Sol
Direção: Patrícia Alves Dias
Narração: Ney Matogrosso
Brasil, 2020, 13 episódios de 7 minutos
Classificação indicativa: Livre

Exibição na TV: sábados, às 10h
Reapresentações: domingos, 17h30; segundas, 15h; terças, 9h; quintas, 18h15

Episódios de abril
04/04
– Aco Rékai Kaéka I-rá (Ep. 09)
11/04 – Acó Kinu I-rá (Ep. 10)
18/04 – Acó Céne I-bó (Ep. 11)
25/04 – Akó Dúni I-bó (Ep. 12)

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