
Conhecidas por inúmeros sucessos nas telonas e também pelos vídeos que protagonizaram juntas nas redes sociais, Ingrid Guimarães e Mônica Martelli lançara, nesta semana, o longa Minha Melhor Amiga. A comédia nacional já chega aos cinemas com recorde de maior circuito de estreia para produções brasileiras, com exibição programada em 1.531 salas e 773 cinemas, superando a marca alcançada pelo fenômeno Minha Mãe É Uma Peça 3, de 2019. Para se ter um comparativo com obras internacionais, Ponto Sem Retorno, novo filme sob direção de Ridley Scott, estreou na última semana em 1078 salas e o terror O Sorveteiro, que chegou aos cinemas também nesta semana, em 600. Os dados são do Filme B Box Office.
A expectativa do setor, segundo a ABRAPLEX (Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex), está à altura da ampla programação. “É muito importante ver um filme brasileiro estreando com essa força e com um potencial de público tão expressivo. Ele foi muito bem recebido nas sessões de apresentação e a expectativa é que seu desempenho acompanhe o bom momento vivido pelos cinemas, com forte presença de público, títulos de grande apelo e sessões esgotadas”, comenta Tiago Mafra, diretor executivo da entidade.
Outro fator que reforça a expectativa de uma boa performance é a proximidade da Semana do Cinema, que começa no dia 10 de setembro. Já consolidada no calendário do público, a ação levou quase 4 milhões de pessoas para a frente das telonas em sua última edição, realizada em fevereiro.
“O tamanho recorde desta estreia mostra que, quando uma produção nacional chega ao mercado com forte apelo de público e uma estratégia consistente de lançamento, há espaço para uma presença ampla nas salas de cinema. Mais do que criar expectativas, precisamos de um trabalho conjunto de toda a indústria do audiovisual para que os longas produzidos por aqui tenham cada vez mais potencial de público, alcance e desempenho comercial. O sucesso das produções nacionais é fundamental para o desenvolvimento e a sustentabilidade do parque exibidor, e, historicamente, os anos em que o cinema brasileiro tem participação mais expressiva no marketing share também estão entre aqueles de maior público total nas salas, ou seja, o filme nacional não rivaliza com o estrangeiro, ele amplia o mercado e traz público novo para os cinemas”, finaliza.



