
O mundo do entretenimento e os fãs brasileiros de Tokusatsu estão em luto. Hikaru Kurosaki, o ator que deu vida ao icônico Jaspion, faleceu nesta quinta-feira (2), aos 64 anos. A informação foi confirmada pelo site japonês ZakII, do grupo Sankei, e repercutida por amigos próximos do artista, como o colega Masaki Sekiguchi. A causa ainda não foi oficialmente divulgada pela família.
Nascido em Osaka, Kurosaki, cujo nome de batismo era Seiki Kurosaki, iniciou a trajetória como dublê no lendário Japan Action Club (JAC), fundado por Sonny Chiba. Sua grande oportunidade surgiu em 1985, quando foi escalado para protagonizar “O Fantástico Jaspion” (Kyojuu Tokusou Jaspion), série que se tornaria um fenômeno cultural sem precedentes no Brasil a partir da estreia na Rede Manchete, em 1988.
Diferente de muitos heróis do gênero, o artista era conhecido por realizar grande parte de suas próprias cenas de ação, dispensando dublês em sequências de luta sem a armadura. Sua interpretação trouxe um carisma humano ao herói espacial, o que ajudou a consolidar o personagem como o maior ícone do Tokusatsu em solo brasileiro, influenciando toda a importação de séries japonesas que viriam a seguir.
Após o encerramento da série e algumas participações em outros projetos audiovisuais, Kurosaki decidiu abandonar a carreira artística no início dos anos 1990. Ele se mudou para Okinawa, onde fundou uma escola de mergulho e passou a viver longe dos holofotes, dedicando-se à instrução subaquática e à preservação marinha.
53 Jaspions brasileiros
O legado de Hikaru Kurosaki permanece vivo na memória afetiva de uma geração que aprendeu a admirar a coragem do herói contra as forças de Satan Goss. No Brasil, o impacto da série foi tão profundo que, segundo dados de 2025 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio da plataforma “Nomes no Brasil”, existem exatamente 53 pessoas registradas com o nome Jaspion em território nacional. A idade mediana desse grupo é de 32 anos, com nascimentos primordialmente ocorridos entre 1988 e 1990, o auge da “Jaspionmania” no Brasil. Uma prova da imortalidade do personagem.



