
As cidades gaúchas de Bagé e Sant’Ana do Livramento recebem de 28 de abril e 2 de maio de 2026 a 17ª edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira. Trinta títulos concorrem ao novo Prêmio São Sebastião/Assembleia Legislativa. Em paralelo ao festival, acontece o laboratório de projetos Sur Frontera WIP LAB, voltado para profissionais do audiovisual. Atividades de formação e apresentações musicais todos os dias complementam a programação. Todas as atrações são gratuitas.
Como de costume, o evento homenageia grandes nomes da cena cultural local. Nesta edição, Elvira Nascimento, Lúcio Yanel, Maria Luiza Benitez, Nei Lisboa, Paulo Ricardo de Moraes e Sapiran Brito (1947-2025) receberão a honraria. A exibição dos longas em competição acontece no Cine 7, precedidas pela projeção de curtas da mostra principal, com atrações no Centro Histórico Vila de Santa Thereza e Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA). O coquetel de recepção acontece antes, na segunda (27), às 21h, na Casa de Cultura Pedro Wayne.
Pela primeira vez, o Festival da Fronteira contará com a parceria da Assembleia Legislativa na premiação. Serão concedidos aos realizadores um total de R$ 15 mil, sendo R$ 10 mil ao melhor longa e R$ 2,5 mil ao melhor curta e ao melhor curta de animação. A competitiva reúne 30 títulos de 18 países, divididos por igual em longas, curtas e curtas de animação, vários deles inéditos. Dos longas, oito deles são dirigidos por realizadoras ibero-americanas. Seis produções gaúchas serão exibidas fora de competição. Onze projetos do Brasil e América Latina concorrem no Sur Frontera WIP LAB.
“Porta de entrada da excelência cinematográfica ibero-americana, o Festival volta com sua melhor programação até aqui”, atesta Zeca Brito, secretário municipal de Cultura de Bagé. “Nossa curadoria escolheu uma seleção diversa e com especial atenção às grandes diretoras em atividade”, complementa. A curadoria de longas é assinada por Fatimarlei Lunardelli, Jonas Chadarevian e Roger Lerina. Este ano, o evento recebeu mais de 3,2 mil inscrições de 120 países, sendo mais de 470 longas.
Luiz Fernando Mainardi, prefeito de Bagé, vê o evento como motivo de orgulho para a cidade e o estado: “A cada edição, nossa cidade recebe nomes importantes do cinema e reafirma seu lugar como um polo de produção e valorização da cultura audiovisual”. Para o gestor, o evento projeta Bagé, movimenta a economia, fortalece a identidade cultural e gera impacto positivo para a região. “Neste ano, o festival conta com o apoio da Prefeitura e também da Assembleia Legislativa, uma parceria importante que construímos e que amplia ainda mais a força do evento”, destaca.
A terça (28) começa com sessão-homenagem do curta “Sapiran Brito e o Teatro em Bagé”, dirigido por Sapiran, seguido do longa de abertura, “Ángeles”, de Paula Markovitch, às 14h, no Cine 7. Já às 16h30min, será a vez de “Cartas Para…”, de Vânia Lima. Em sessão especial, às 18h30min, será exibido “Tambor Sem Fronteiras”, de Adriana Gonçalves. Às 20h é a vez do painel “O Violão Pampeano de Lucio Yanel”, com o professor José Daniel (Unipampa) no Instituto Municipal de Belas Artes, seguido da cerimônia de abertura, às 21h, com Sarau do Solar com Lúcio Yanel, que será homenageado, e Grupo de Cordas da UCS.
“Cielo” de Alberto Sciamma, começa a quarta (29), às 10h. A competição de longas da tarde inicia às 14h com “Aqui Não Entra Luz”, de Karol Maia. Às 16h30min, é a vez de “Un Futuro Brillante”, de Lucía Garibaldi. A noite continua em Sant’Ana do Livramento, às 19h, com a exibição de “O Velho Nepo”, de Renatho Costa e J.N. Canabarro, na UTEC. Em Bagé, às 20h, o Sur Frontera WIP LAB promove Aula Magistral com Paula Markovitch no IMBA, aberta ao público geral.
“Quemadura China”, de Verónica Perrotta, abre a quinta-feira (30), às 10h. A tarde começa com “Duas Vezes João Liberada”, de Paula Tomás Marques, seguido, às 16h30min, de “Futuro Futuro”, de Davi Pretto. Às 20h, será inaugurada a exposição “Volver a Los 17”, na Galeria Edmudo Rodrigues, seguido do Conexiones Sur Frontera e show de Samba e Choro Orquestra Rubens Veiga, no Bosque do Palacete Pedro Osório.
A oficina Protocolo Antiassédio Objetivas, promovida pela APTC-RS, inicia a sexta, 1º de maio, às 10h, na Casa de Cultura Pedro Wayne. No mesmo horário, no Cine 7, será projetado “Nada a Fazer”, de Leandra Leal. Às 14h, passa “Nuestra Tierra”, de Lucrecia Martel. Em Santa Thereza, às 16h, acontece a sessão especial de “Unipampa Memória Viva 20 Anos”, de Simôni Gervasio e Alessandro Bica, e “Darcy Fagundes, Meu Famoso Pai Desconhecido”, de Luciane Fagundes, às 17h. Mais tarde, às 19h, será exibido o programa de curtas de animação. Às 21h, o IMBA apresenta show-homenagem à Nei Lisboa.
O último dia, 2 de maio, começa a partir das 9h30min, com duas mesas promovidas pelo Ministério da Cultura (MinC), na Casa de Cultura Pedro Wayne. A programação se muda para Santa Thereza a partir das 16h, com reprise de “O Velho Nepo”, e exibição especial de “Mãos à Terra”, de Sergio Kalil, às 18h. A noite começa com a atração musical do cortejo com sopros do projeto social Orquestra Rubens Veiga, às 20h30min, seguida da cerimônia de premiação, às 21h. Na ocasião, serão homenageados Elvira Nascimento e Paulo Ricardo de Moraes. O Sarau do Solar com homenagem a Maria Luiza Benitez encerra o evento.
O XVII Festival Internacional de Cinema da Fronteira é uma realização da Associação Pró Santa Thereza, Prefeitura Municipal de Bagé, através da Secretaria Municipal de Cultura, e Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. A produção é da Maristela Ribeiro Produções. O evento tem apoio da ACCIRS – Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp), institucional do Instituto Estadual de Cinema (Iecine-RS); Instituto Federal Sul Rio-grandense (IFSul) e Universidade Federal do Pampa (Unipampa).
XVII Festival Internacional de Cinema da Fronteira
De 28 de abril e 2 de maio de 2026
Site: festivaldafronteira.com.br
Instagram: @festivaldafronteira
Entrada franca
Filmes selecionados
-Competitiva Internacional de Longas-Metragens
- “Aqui Não Entra Luz”, de Karol Maia (Documentário, Brasil)
- “Ángeles”, de Paula Markovitch (Ficção, México/Argentina)
- “Cartas Para…”, de Vânia Lima (Documentário, Brasil)
- “Cielo” de Alberto Sciamma (Ficção, Bolívia)
- “Duas Vezes João Liberada”, de Paula Tomás Marques (Ficção, Portugal)
- “Futuro Futuro”, de Davi Pretto (Ficção, Brasil)
- “Nada a Fazer”, de Leandra Leal (Documentário, Brasil)
- “Nuestra Tierra”, de Lucrecia Martel (Documentário, Argentina)
- “Un Futuro Brillante”, de Lucía Garibaldi (Ficção, Uruguai)
- “Quemadura China”, de Verónica Perrotta (Ficção, Uruguai)
-Competitiva Internacional de Curtas-Metragens
- “A Biblioteca de Jorge Furtado”, de Glênio Póvoas e Luiz Alberto Cassol (Brasil)
- “Cabeça, Ombro, Joelho e Pé”, de Van Van (Brasil)
- “Coisas que Meu Pai me Deu”, de David Selva, Victor Oliver e Yifan Wen (Brasil/Costa Rica/Portugal)
- “Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (Brasil)
- “Entrevista com Fantasmas”, de Lincoln Péricles (Brasil)
- “Filme Pin”, de María Rojas Arias e Andrés Jurado (Colômbia/Portugal)
- “Nuestra Sombra”, de Agustina Sánchez Gavier (Argentina)
- “Pasta Negra”, de Jorge Thielen Armand (Canadá/Colômbia/Itália/
Venezuela) - “Pedra-mar”, de Janaína Lacerda (Brasil)
- “Te Extraño Perdularia“, de Manu Zilveti (Cuba)
-Competitiva Internacional de Curtas de Animação
- “After Me, The Flood”, de Max Shoham (Canadá)
- “A Menina e o Pote”, de Valentina Homem e Tati Bond (Brasil)
- “Apocalypsis“, de Nicolás Sanabria, Emmanuel Alcalá e Andrés Llanezas (Argentina)
- “Duwid Tuminikiz – Makunaima é Duwid?”, de Gustavo Caboco Wapixana, Brasil)
- “Marimbã está Acontecendo”, de Maryn Marynho (Brasil)
- “Sheep—Wolf“, de Polina Safina (Rússia)
- “Shelter”, de Chiara Vincenti Zakhia (Itália/Líbano)
- “Socially approved positions of bodies in space”, de Lera Oleynikova (Rússia)
- “The entrance lies there”, de Haoyu Chen (China)
- “Um corpo sem cavalo?”, de Lara Fuke (Bélgica/Brasil/Finlândia/
Portugal)
Exibições Especiais
- “Darcy Fagundes, Meu Famoso Pai Desconhecido”, de Luciane Fagundes
- “Mãos à Terra”, de Sergio Kalil
- “O Velho Nepo”, de Renatho Costa e J.N. Canabarro
- “Sapiran Brito e o Teatro em Bagé”, dirigido por Sapiran Brito
- “Tambor Sem Fronteiras”, de Adriana Gonçalves
- “Unipampa Memória Viva 20 Anos”, de Simôni Gervasio e Alessandro Bica
-Sur Frontera WIP LAB: projetos selecionados
- “Brasil Pequeno”, de Genifer Gerhardt e Carla Cassapo (RS)
- “Cogum”, de Maurício Chades (GO)
- “Doce Lar”, de Ricardo Santos (SP)
- “Herdeiras da Terra”, de Denise Fait e Graciela Guarani (RJ)
- “Kunhangue”, de Dario Aldana e Werá Alexandre (SC)
- “Migraña Juvenil”, de Viole Marquis (Argentina)
- “Mudanzas”, de Bibiana Rojas Gómez (Colômbia)
- “O Lobisomem era meu Vizinho”, de Matheus Hein (RS)
- “Ritta Faromi – A Flecha sobre as Águas”, de Joana Antonaccio (RJ)
- “Todo Empieza Aqui”, de Magdalena Schinca Damián (Uruguai)
- “Viracambota“, de Gaston Canción (Argentina)



