
Análises e Dicas #1068 – ‘Anaconda’ (2025)
– Sinopse: Em crises existenciais individuais, quatro amigos de longa data resolvem viajar à Selva Amazônica para realizar um sonho: rodar uma nova versão de Anaconda, de 1997, filme do qual são fãs. Disponível na HBO Max.
– Análise: A direção de Tom Gormican abandona qualquer pretensão de suspense sério e abraça a comédia escrachada, consciente do próprio absurdo. O filme aposta em exageros deliberados, situações improváveis e piadas que flertam com o pastelão, criando uma experiência que não pede lógica, mas disposição para rir alto. Há excessos, sim, e alguns deles passam do ponto, daqueles que a gente até torce o nariz, mas o longa nunca se leva a sério o suficiente para exigir complacência do espectador. A ideia é fugir 100% daquilo que foi o primeiro filme, de 1997, com Jennifer Lopez, Ice Cube, Jon Voight e Eric Stoltz, que se leva muito à sério e ainda traz sequências absurdamente amadoras e próximas da nota zero. Nesse cenário caótico, Selton Mello surge como o grande trunfo, em uma atuação tão afiada quanto autoconsciente, roubando a cena em praticamente todo o tempo de tela em que divide com o elenco das estrelas hollywoodianas Paul Rudd, Jack Black, Thandiwe Newton, Steve Zahn e Daniela Melchior. Ele entende exatamente o tom da proposta e transforma o exagero em ferramenta cômica, elevando sequências que, nas mãos erradas, seriam apenas caricatas. Selton parece brincar com o próprio filme e tal entrega contagia. No fim, temos um tipo de diversão descompromissada, imperfeita e barulhenta, feita para quem topa desligar o senso crítico por alguns minutos e embarcar numa piada esticada até o limite. Por isso, é melhor que o original. Não é uma produção para passar pano, mas é, sem dúvida, um filme para rir. E rir bastante.
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