Rose Byrne em Se eu tivesse pernas, eu te chutaria (Foto: Divulgação)

Entre colapsos íntimos, conflitos familiares, paixões que atravessam décadas e a imaginação como forma de encontro, a programação de cinema de 8 a 14 de janeiro do CineSesc propõe uma travessia por diferentes estados emocionais. O recorte apresenta uma estreia aguardada, a despedida da retrospectiva dedicada a François Truffaut e uma sessão voltada ao público infantil que combina uma oficina e um filme, centrados na imaginação e na fantasia.

O período traz como destaque a estreia de Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, novo filme da diretora norte-americana Mary Bronstein. Com atuação destacada de Rose Byrne, o longa acompanha Linda, uma mulher à beira do esgotamento emocional enquanto tenta dar conta da doença grave da filha, de um casamento em ruínas e de uma relação cada vez mais instável com seu terapeuta. Com humor ácido e tensão crescente, o filme transforma o colapso privado em comentário sobre saúde mental, maternidade e os limites do cuidado em situações em que não existe rede de apoio. A presença de nomes como Conan O’Brien, Christian Slater e A$AP Rocky amplia o contraste entre o absurdo e o drama, em um retrato desconcertante.

Entramos na última semana da mostra “Truffaut por completo”, que revisita diferentes fases do cineasta francês. Dos dilemas da juventude em Na Idade da Inocência às paixões obsessivas de A Mulher do Lado e A História de Adèle H., passando por figuras femininas complexas como as de A Noiva Estava de Preto e Uma Jovem Tão Bela Quanto Eu, a programação revela a atualidade de Truffaut ao tratar de desejo, amor, culpa e liberdade. Mais do que um balanço de carreira, a mostra evidencia como o cineasta soube transformar conflitos íntimos em histórias universais, dialogando com questões ainda relevantes no século 21.

Ainda dá tempo de conferir Valor sentimental de Joachin Trier, uma das grandes obras da temporada, que traz o drama familiar entre um pai ausente e sua filha, onde a arte do cinema e da atuação assumem papel central na mediação dos conflitos e na elaboração de sentimentos guardados.

Completando o panorama, a Sessão LatinoAmérica exibe No Caminho, de David Pablos, vencedor do prêmio de melhor filme da seção Horizontes e do Leão Queer no Festival de Veneza. Ambientado nas estradas do norte do México, o filme investiga masculinidades, desejo e vulnerabilidade a partir do encontro entre dois homens durante uma viagem.

CineClubinho volta à sua programação semanal com intervenção e filme 

‘A História Sem Fim’, no CineClubinho (Foto: Divulgação )

Já o Cineclubinho aposta na formação de novos públicos ao unir cinema e participação ativa. No domingo, a intervenção Oficina de Fantoches – Costurando Histórias com Imaginação e Conexão convida crianças e famílias a criarem personagens e narrativas coletivas a partir de materiais reciclados, antes da sessão de A História Sem Fim, clássico da década de 1980, que celebra o poder transformador da fantasia e da leitura.

Até 28/1 o CineSesc está com valores promocionais: em todas as sessões de quarta-feira, as primeiras sessões de qualquer dia da semana que começam às 15h, e o CineClubinho, crianças até 12 anos tem gratuidade e os demais ingressos estão R$ 10,00 (inteira) R$ 5,00 (meia) e R$ 3,00 (credencial Sesc). A pipoca é R$2,00.

Os ingressos para as sessões pagas podem ser adquiridos pelo app, site ou unidades operacionais do Sesc.

Confira a programação completa em: sescsp.org.br/cinesesc

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