
A mostra inédita do cineasta Todd Haynes, pioneiro do movimento New Queer Cinema, termina nesta quinta-feira (12), no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, com exibições de filmes e atividades paralelas que inclui uma sessão comentada e um debate sobre as questões de gênero na obra do renomado diretor.
No dia 06 de fevereiro, sexta, às 15h, o cineasta Lufe Steffen participa da sessão comentada após a exibição do filme “Velvet Goldmine”. O filme mergulha no glam rock dos anos 1970, onde um repórter investiga o sumiço de um astro do rock. O elenco conta com Christian Bale, Ewan McGregor, Jonathan Rhys Meyers e Toni Collette.
Já no dia 7 de fevereiro, o debate “Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes” discutirá como o diretor revisita os códigos do melodrama para tratar das figuras femininas e das questões de gênero em seu cinema. Com a participação de Julia Katharine e Caetano Gotardo, e mediação de Carol Almeida, o encontro refletirá sobre o espaço do lar e as fronteiras entre o público e o privado nas obras de Haynes. A programação é gratuita, e o debate contará com interpretação em Libras.
O público poderá conferir ainda obras obras dirigidas por Haynes e filmes de outros realizadores que dialogam diretamente com sua filmografia como Mal do Século (1995), em que uma dona de casa de Los Angeles desenvolve uma misteriosa sensibilidade a produtos químicos e busca um tratamento ‘alternativo’, onde, talvez pela primeira vez, precisará reconhecer a si mesma; Veneno (1991), obra seminal sobre identidade, sexualidade e marginalidade; Carol (2015), romance entre duas mulheres em meio às restrições morais dos anos 1950; Não Estou Lá (2007), cinebiografia fragmentada inspirada na vida e na obra de Bob Dylan; The Velvet Underground (2021), documentário sobre o legado da icônica banda de rock no primeiro grande documentário a contar sua história com entrevistas exclusivas – entre elas conversas com os membros sobreviventes da banda, John Cale e Maureen Tucker; O Preço da Verdade (2019), thriller político baseado em fatos reais sobre crimes ambientais e corporativos, Canção de Amor (1950), de Jean Genet, drama marcado por afetos reprimidos e convenções sociais, e Vento Seco (2020), de Daniel Nolasco, retrato sensorial do desejo e da solidão no interior do Brasil.
Ao realizar este projeto, o CCBB São Paulo apresenta ao público títulos raros e obras consagradas deste diretor que é considerado um dos nomes centrais do cinema independente contemporâneo, reafirmando seu compromisso com a democratização do acesso à arte.
Com patrocínio do Banco do Brasil, a “Mostra Todd Haynes” é uma produção da Caprisciana Produções, com a idealização, coordenação geral e produção executiva de Hans Spelzon e a curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo. A programação está disponível em bb.com.br/cultura e no catálogo virtual, que poderá ser baixado gratuitamente durante o período do evento. A mostra acontece também no CCBB Rio de Janeiro, de 14/01 a 09/02 e no CCBB Brasília, de 03 a 22/03.
SERVIÇO
- Mostra Todd Haynes
- Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
- Período: 21 de janeiro a 12 de fevereiro
- Entrada Gratuita: Ingressos disponíveis a partir das 9h, no dia de cada sessão, na bilheteria do CCBB e em bb.com.br/cultura
- Classificação indicativa: Consultar cada sessão no site do CCBB SP
- Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP
- Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras
- Informações: (11) 4297-0600
- Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.
- Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
- Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
- Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.



