Frame do vídeo da campanha #NãoAoMonopólioPet (Foto: Reprodução/ Divulgação/ Instituto Caramelo)

Instituto Caramelo acaba de lançar, em suas redes sociais, o filme PLACAS, nova peça da campanha #NãoAoMonopólioPet. Produzida a partir de uma proposta narrativa mais emocional, a peça utiliza cenas de portas de petshops fechadas para retratar um possível futuro do mercado caso a fusão entre Petz e Cobasi, que será julgada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) no dia 10 de dezembro, seja aprovada sem restrições.

Com roteiro construído a partir de histórias de pequenos empreendedores que dedicaram décadas aos seus negócios – como a Helena, dona de um estabelecimento que funcionou por uma década – o filme mostra fachadas onde agora só restam placas de “Fechado Permanentemente”“Passo o Ponto” e “Encerramos as Atividades”. A estética minimalista e a narração reforçam o contraste entre o fechamento sucessivo desses pequenos estabelecimentos e a abertura de mais uma megastore da companhia resultante da fusão.

O vídeo destaca que petshops de bairro cumprem um papel essencial no ecossistema pet brasileiro. São negócios que conhecem animais e tutores pelo nome, fazem parte da rotina das famílias, mantêm relações de confiança e representam uma importante força de equilíbrio concorrencial, principalmente em regiões onde supermercados e grandes varejistas têm presença limitada ou focada em linhas específicas. Ao projetar o cenário de um eventual monopólio, PLACAS evidencia o risco de aumento de preços de rações, medicamentos e serviços, assim como a perda de sustento de milhares de famílias que dependem diretamente dessas lojas.

Uma discussão que vai além do mercado
Para Marília Lima, responsável técnica do Instituto Caramelo, a discussão não se limita a aspectos técnicos de mercado. O impacto é humano, territorial e social.

“O que nos preocupa muito é o efeito cascata dessa fusão sobre quem está na ponta: os pequenos petshops, que já enfrentam desafios enormes, e milhões de tutores que dependem deles para acessar serviços essenciais. Quando um petshop de bairro fecha, não é só um negócio que se perde. É um pedaço da comunidade, de laços afetivos, de acesso justo. A concentração extrema pode elevar preços, reduzir opções e tornar o mercado menos saudável, afetando diretamente o bem-estar dos animais”, alerta.

A ONG reforça que já observa, em seus atendimentos e resgates, como a alta de preços impacta diretamente no aumento do abandono de animais. Em um mercado menos competitivo, o risco se amplifica: menos concorrência gera custos mais altos, reduzindo a capacidade de tutores de manter cuidados básicos e pressionando ainda mais ONGs e abrigos que já operam no limite.

Com o julgamento marcado para a última sessão deste ano no CADE, o Instituto Caramelo busca estimular consumidores, tutores, médicos-veterinários, comerciantes e defensores da causa animal a assinarem o manifesto online #NãoAoMonopólioPet, que já reúne milhares de assinaturas.

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