
A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano (FMLOA) amplia, em 2026, o acesso à sua programação cultural de 2025 ao disponibilizar gratuitamente, em seu canal oficial no YouTube, os encontros das diferentes Séries Culturais realizadas ao longo do ano passado. De conteúdos dedicados à literatura de Guimarães Rosa e Virginia Woolf às reflexões sobre o bicentenário de Dom Pedro II, passando pelo cinema brasileiro, música de concerto e múltiplas leituras sobre as relações amorosas ao longo dos anos na sociedade, a iniciativa transforma eventos presenciais em um acervo digital permanente, disponível a públicos de todo o mundo.
Mais do que ampliar alcance, a ação reafirma o compromisso socioeducativo da instituição com a formação de público e a difusão qualificada do conhecimento. “Investimos na circulação qualificada de ideias que contribuem para a formação crítica da sociedade”, afirma Érico Vital Brazil, diretor de projetos da Fundação.
A ação consolida o papel da FMLOA como agente de preservação e produção de legado cultural, garantindo que reflexões sobre arte, história e identidade brasileira ultrapassem os limites físicos de sua sede e permaneçam disponíveis para consulta, estudo e fruição.
Destaques da temporada: conteúdo disponível no YouTube
Entre os destaques da programação está a quarta temporada da série literária Vamos Falar De…, que promoveu cinco encontros ao longo de 2025, sempre com dois especialistas convidados. Em formato de palestras-performances, os encontros abordaram autores cujas obras marcaram gerações e desafiam o tempo, discutindo temas como amor, identidade, poder, existência e feminino. A Fundação recebeu nomes de referência em suas áreas de pesquisa, como Caetano Galindo e Sandra Stroparo, que analisaram as obras de Dalton Trevisan e Stéphane Mallarmé.
No campo da história, o Ciclo de Palestras sobre História do Brasil foi dedicado ao bicentenário de nascimento de Dom Pedro II, celebrado em 2025. Ao longo do ano, convidados do Brasil e de Portugal apresentaram diferentes facetas da trajetória do imperador. Entre os participantes estiveram o historiador Paulo Rezutti, a pesquisadora Cláudia Tomé Witte e José Alberto Ribeiro, diretor do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, que abordaram temas relacionados ao Brasil Colônia, ao Brasil Império e às conexões internacionais da monarquia brasileira.
A série Cinema Brasileiro: Um Olhar Historiográfico reuniu quatro especialistas em conversas mediadas pelo curador Bruno Carmelo, discutindo os caminhos que levaram o cinema nacional ao atual estágio de reconhecimento. Os encontros abordaram temas como preservação audiovisual, os desafios da Cinemateca Brasileira, as representações do Império do Brasil no cinema e o legado das vanguardas cinematográficas.
Já a série Relações Amorosas em Pauta propôs reflexões sobre as diferentes percepções e expressões do amor ao longo da história e na contemporaneidade. A partir de perspectivas que transitaram entre história, biografia, filosofia, música e artes visuais, participaram nomes como Christian Dunker, Maria Adelaide Amaral, Celso Lima e Mary Del Priore.
Conforme já vem sendo feito há muitos anos, highlights da Temporada
Temporada de 2026: assinaturas abertas
Em 2026, a Fundação continua a promover palestras e debates com grandes nomes da inteligência brasileira. As assinaturas anuais, que dão acesso a todos os encontros de cada uma das séries culturais, já estão disponíveis. Confira abaixo:
- Série Literária – assinatura para 5 eventos: Clique Aqui!
Informações sobre a temporada completa em: Clique Aqui!
- Ciclo de palestras sobre História do Brasil – assinatura para 7 eventos: Clique Aqui!
Informações sobre a temporada completa em: Clique Aqui!
- Concertos 2026: Os ingressos para cada apresentação estão disponíveis no Sympla, e a temporada completa pode ser adquirida com preço promocional pelo telefone (11) 3742-0077
Informações sobre a temporada completa em: Clique Aqui!
EXPOSIÇÕES EM CARTAZ EM 2026
1. Exposição “Otavio Augusto Teixeira Mendes – Patrimônio do Paisagismo Brasileiro”
Com curadoria de Cássia Mariano e em parceria com o Arquivo Histórico Municipal de São Paulo, a mostra apresenta ao público, pela primeira vez, os desenhos originais dos projetos paisagísticos do Parque Ibirapuera e do Parque Estadual da Cantareira, ambos desenvolvidos pelo arquiteto paisagista Otavio Augusto Teixeira Mendes, idealizador do parque da Fundação. A exposição permanece aberta para visitação até 15 de março de 2026.
2. Exposição “Cosme e Damião – diversidade e coexistência”
Com curadoria de Rafael Schunk, a mostra apresenta, por meio de peças centenárias, os gêmeos médicos que em diferentes tradições religiosas ocupam um lugar especial na coexistência religiosa. Composta por aproximadamente 200 obras – vindas da coleção de São Cosme e São Damião do acervo de Ludmilla Pomerantzeff, uma das mais importantes do Brasil dedicada à temática, com peças dos séculos XVIII e XIX oriundas da Europa, Ásia e Nordeste brasileiro, somadas aos empréstimos de esculturas africanas e de um ícone ortodoxo da Coleção Ivani e Jorge Yunes. O público poderá encontrar imagens de arte sacra erudita e popular, exaltando as nossas origens mestiças e o sincretismo religioso. A exposição permanece aberta para visitação até 29 de março de 2026.
3. Exposição “Um design brasileiro nos anos 1950 – linhas de uma casa modernista”
A mostra recria o ambiente da residência de Maria Luisa e Oscar Americano, destacando um aspecto ainda pouco explorado pela historiografia do design — o têxtil. Com curadoria de Celso Lima e projeto expográfico de Marco Antônio Sousa Silva, a exposição revisita a arquitetura modernista de Oswaldo Bratke, integrada ao paisagismo de Otávio Augusto Teixeira Mendes. O foco recai sobre os interiores concebidos pelo estúdio Branco & Preto (1952) e sobre a produção têxtil de Irene Ruchti e Fayga Ostrower, cujas padronagens — recriadas em serigrafia com as paletas originais — evidenciam a síntese entre influências construtivistas europeias e referências brasileiras no contexto do pós-guerra. A mostra reúne ainda obras de Portinari e Di Cavalcanti, peças de Regina Gomide Graz, poltronas M1 recriadas pela Etel Design e objetos de época, compondo uma ambientação que evidencia a força e a atualidade do modernismo brasileiro. A exposição permanece aberta para visitação até agosto de 2026.



