‘Pasárgada’ (Foto: Divulgação/ Festival de Cinema Brasileiro de Paris)

O cinema amazônico ganha destaque na COP30 com duas sessões especiais do filme Pasárgada, estreia de Dira Paes na direção de um longa-metragem. As exibições integram a programação cultural paralela à Conferência do Clima e reforçam a presença da arte paraense em um dos maiores eventos ambientais do planeta.

Na sexta-feira (14/), às 15h, o público poderá assistir à obra no Cine Dira Paes, no histórico Palacete Pinho, na Cidade Velha. Os ingressos são gratuitos e limitados, com reserva disponível pelo Sympla. Já no sábado (15), às 19h, haverá uma sessão especial no Centro Comunitário do Furo do Piriquitaquara, na Ilha do Combu, voltada às comunidades ribeirinhas e tradicionais das ilhas de Belém. O acesso será gratuito, sujeito à lotação do espaço.

As sessões contam com apoio institucional do Centro Cultural Banco da Amazônia, apoiador do filme e de iniciativas que promovem cultura, sustentabilidade e a valorização da floresta.

Arte e ativismo amazônico
Filha de Abaetetuba e reconhecida internacionalmente por sua trajetória no cinema e na televisão, Dira Paes assina Pasárgada como roteirista, diretora, produtora e atriz. A obra reflete sua militância histórica pela defesa da Amazônia e sua ligação com temas como o tráfico de animais silvestres e a reconexão do ser humano com a natureza.

“Dirigir esse filme foi um chamado profundo para pensar a relação entre a mulher, o corpo e a floresta — essa entidade viva que nos ensina a escutar”, afirma Dira. O longa acompanha a trajetória de Irene, uma ornitóloga que, isolada em meio à floresta tropical, redescobre sua sensibilidade e enfrenta dilemas entre a razão científica e o pertencimento à natureza.

Para Dira, lançar o filme em Belém durante a COP30 é um retorno simbólico às origens e um gesto político. “Trazer Pasárgada para a Amazônia, nesse momento em que o mundo olha para nós, é afirmar a força do cinema amazônico como instrumento de consciência e transformação”, destaca.

Cinema da floresta
Filmado em meio à Mata Atlântica, o longa é uma experiência sensorial sobre o silêncio, o som dos pássaros e o olhar feminino diante da natureza. A obra estreou mundialmente na competição do Festival de Gramado 2024 e passou por laboratórios internacionais como Karlovy Vary (República Tcheca) e Guadalajara (México), além de ter conquistado o Prêmio WIP Paradiso.

O elenco reúne Dira Paes, Humberto Carrão, Cássia Kis, Peter Ketnath e Ilson Gonçalves. A produção conta com a também paraense Eliane Ferreira, à frente da Muiraquitã Filmes, produtora com histórico em grandes festivais como Berlin, Cannes, Rotterdam, EDFA e Jeonju.

Pasárgada é uma produção da Muiraquitã Filmes, Imã Filmes e Baderna Filmes, com coprodução da Globo Filmes e distribuição da Bretz Filmes.

Sobre o filme
“Irene é uma ornitóloga de 50 anos que, durante seu trabalho na floresta tropical brasileira, depara-se com o resgate de sua sensibilidade diante daquele paraíso. Sua trajetória é abalada pelas demandas e dilemas entre a natureza e o propósito de sua pesquisa. Inspirado no poema ‘Vou-me embora pra Pasárgada’, de Manuel Bandeira, o filme reflete sobre a busca de cada pessoa por seu paraíso interior e pela harmonia com o mundo natural.”

Pasárgada propõe uma imersão sensorial, guiada pelo som e pelo olhar — uma experiência cinematográfica que convida o espectador a ouvir a floresta e sentir o que ela comunica.

A produção regional do evento para a agenda da COP30 é do produtor paraense Emanoel Freitas, por meio da Imaginária Entretenimentos.

Serviço
Sessões Especiais do Filme “Pasárgada” – COP30

  • Sexta, 14/11 – 15h | Cine Dira Paes – Palacete Pinho, Cidade Velha, Belém
  • Ingressos gratuitos e limitados pelo Sympla
  • Sábado, 15/11 – 19h | Centro Comunitário do Furo do Piriquitaquara, Ilha do Combu
  • Sessão voltada às comunidades ribeirinhas e tradicionais das ilhas de Belém
  • Acesso gratuito, sujeito à lotação do espaço
  • Produção: Muiraquitã Filmes | Imã Filmes | Baderna Filmes
  • Coprodução: Globo Filmes
  • Distribuição: Bretz Filmes
  • Apoio institucional: Centro Cultural Banco da Amazônia

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