(Imagem: Divulgação)

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas, levanta uma curadoria de livros gratuitos para leitura em especial ao Dia Internacional da Mulher na plataforma pública BiblioSP Digital. Entre os títulos, que já ocupam a home da plataforma, estão autoras de renome da literatura nacional e internacional e guias de livros sobre curiosidades e histórias de grandes personalidades femininas na sociedade, para se inspirar, fortalecer e engrandecer a luta por equidade.

O primeiro livro escrito por Bell Hooks, “Eu não sou uma mulher” (1981), abre a lista de destaques da curadoria de livros especiais para o Dia Internacional da Mulher na BiblioSP Digital. A obra é considerada um dos vinte livros mais influentes escritos por mulheres pelo site especializado Publishers Weekly e virou um marco ao incluir ao debate feminista a maior presença das mulheres negras, unindo as discussões raciais à pauta. Mesmo sofrendo, na época, muitas críticas, Bell Hooks se tornou, com o tempo, uma voz ativa em prol da educação e maior participação social de mulheres negras, faturando um The American Book Award, um dos prêmios literários de maior prestígio dos Estados Unidos.

A própria ideologia do feminismo, a partir do seu surgimento, concretização e atuação contemporâneo e historicamente como movimento social, político e intelectual, pode ser conhecida e destrinchada pelo público a partir dos livros “Box biblioteca essencial do feminismo” (2021) – da editora Rosa dos Tempos, com quatro livros reunidos em uma só publicação: “A mística feminina”, de Betty Friedan, “O mito da beleza”, de Naomi Wolf, “Feminismo em comum”, por Marcia Triburi, e “O feminismo é para todo mundo”, por Bell Hooks – e “Breve História do feminismo” (2018), de Carla Cristina Garcia, cientista social e mestre em Antropologia.

Ventres Livres?: Gênero, maternidade e legislação” (2021), da autora Luciana da Cruz Brito, historiadora e mestre em História Social, também compõe a lista de livros de leitura recomendada no Dia Internacional da Mulher na BiblioSP Digital, com sua pesquisa mostrando a vulnerabilidade das mulheres escravizadas após abolição da escravatura, tanto no Brasil como em outras sociedades escravistas. A partir deste objeto de estudo, o livro escancara o machismo e racismo como problema estrutural que até hoje foi influenciado pela falta de políticas assistencialistas.

Como material acessível, dentro da BiblioSP Digital, o livro de Djamila Ribeiro “Quem tem medo do feminismo negro?” (2018) chega como audiolivro disponível. A filósofa, escritora e ativista brasileira, nascida no Estado de São Paulo, é uma das maiores comunicadoras do Brasil, reconhecida internacionalmente: foi incluída na lista da BBC das 100 mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo, laureada com o Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos e a primeira brasileira da história a integrar o programa Dr. Martin Luther King Jr na Massachusetts Institute of Technology (MIT). O livro conta com um ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila na revista CartaCapital, entre 2014 e 2017, discutindo o silenciamento das mulheres negras na sociedade, conceitos de empoderamento feminino ou interseccionalidade, limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro.

Ao todo, são mais de 30 livros sugeridos. Por fim dos destaques, a coleção especial da BiblioSP Digital leva diversos livros-guias que contam a história de mulheres que revolucionaram o mundo e o Brasil por meio de suas mobilizações. “101 mulheres que mudaram o Mundo” (2021), de Alice Ramos; “Pequenas Grandes Líderes: Mulheres importantes da História Negra” (2022), pensado para pequenos leitores e escrito por Vashti Harrison; “Nós, mulheres: Grandes Vidas Femininas” (2020), de Rosa Montero e que aborda mulheres que foram importantes em múltiplas áreas e designações geralmente não comentadas no mainstream; e “Wonder Women: 25 Mulheres Inovadoras, Inventoras e Pioneiras que fizeram a diferença” (2017), de Sam Maggs, são opções interessantes para se espelhar a cada folheada. Dentro desta editoria, há ainda o livro conjunto “Meninas que escrevem” (2020), uma obra de ficção em que 17 escritoras adolescentes apresentam contos com olhares sensíveis sobre múltiplas experiências femininas e com forte olhar crítico sobre a realidade, revelando dores viscerais, traumas acumulados e caminhos de superação.

Mais sobre a BiblioSP Digital

BiblioSP Digital é uma plataforma pública de leitura online por navegador de internet ou aplicativos para celular e tablet da Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa da Prefeitura de São Paulo.

Com acervo com 17 mil títulos nacionais e internacionais, com autores renomados, independentes, clássicos e contemporâneos, a política disponibiliza livros digitais gratuitos à população, ampliando o acesso à leitura para além dos acervos físicos das bibliotecas públicas municipais e seus serviços de extensão em leitura e facilitando a inserção da linguagem como uma atividade viável e divertida. Seja em casa, no trabalho ou no transporte público, a BiblioSP Digital consegue ser acessada, democratizando a informação e a cultura.

BiblioSP Digital é acessível para pessoas disléxicas, tendo, entre uma de suas funções habilitáveis em qualquer livro online do acervo, leitura especializada a pessoas com a condição. Dentro da plataforma intuitiva, há também um menu com mais de 24 botões de customização, podendo personalizar o tamanho da fonte, saturação, página, cursor, espaçamento de texto e muito mais.

Faça seu cadastro clicando aqui.

Bibliotecas Públicas Municipais homenageiam patronesses
No Dia Internacional da Mulher, a Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas homenageia as sete escritoras patronesses dos espaços de leitura administrados pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Além de suas obras em estantes, as bibliotecas que levam o nome destas consagradas autoras realizam uma mostra de livros com suas publicações, em adição a histórias sobre suas vidas e os legados que protagonizaram para que inúmeras outras mulheres ocupassem igualmente.

Veja abaixo a lista de bibliotecas com patronesses:

A programação completa das bibliotecas de bairro e dos bosques e pontos de leitura, além de outras novidades e avisos, você encontra no site da CSMB e em nossa redes social. Informações gerais estão disponíveis nas redes sociais e no site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Consulte online os acervos da biblioteca da cidade aqui

Sobre a Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas (CSMB)
A Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas (CSMB) é um núcleo filiado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa da cidade de São Paulo, responsável direta pela administração de 84 equipamentos culturais ao redor da cidade, incluindo 51 bibliotecas de bairro – além da Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato e as bibliotecas Jayme Cortez, Paulo Setúbal, Paulo Duarte, Prefeito Prestes Maia e José Paulo Paes dentro dos Centros Culturais da Juventude e Penha, respectivamente – e 30 Serviços de Extensão estabelecidas em praças e parques por meio dos Pontos e Bosques de Leitura. Tendo origem desde a década de 30 como Divisão de Bibliotecas do Departamento de Cultura e reajustada como CSMB desde 2005, tem como objetivo integrar todas as bibliotecas públicas municipais e tornar mais eficiente o desenvolvimento de suas políticas, serviços e estrutura informacional. A fim de promover iniciativas que atendam às necessidades de prover amplo acesso à informação, cultura, leitura e produção de conhecimento, a Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas promove em seus espaços cursos, oficinas e atrações artísticas mensais e gratuitas para todos os públicos – por meio de programas como “Biblioteca Viva”, “Feira de Trocas de Livros”, “Pegue, Leve e Leia”, “Bibliotecas Temáticas” – e o primeiro serviço de streaming gratuito de leitura – o BiblioSP, que conta com mais de 17 mil livros para leitura online e download.

Sobre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa
A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo – composto de 13 unidades – e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora – Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.

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