
A novela corporativa mais movimentada de Hollywood ganhou um novo capítulo decisivo nesta terça-feira: a Netflix fechou um novo acordo com a Warner Bros. Discovery no valor de US$ 82,7 bilhões, agora estruturado integralmente em dinheiro. A mudança fortalece a posição da empresa no negócio e praticamente sela a maior aquisição da história do entretenimento.
Com a nova proposta, a Netflix elimina riscos de mercado, agrada acionistas e recebe apoio unânime do conselho da Warner, enquanto a Paramount, que tentou atravessar a negociação nos últimos meses, vê o jogo ficar ainda mais difícil.
O que mudou?
A grande virada está na forma de pagamento. Se antes a proposta da Netflix combinava dinheiro e ações, agora o valor total será pago em caixa. Na prática, isso oferece aos acionistas da Warner algo raro em negociações desse porte: previsibilidade.
Cada ação da Warner passa a ser avaliada em US$ 27,75, mantendo o valor global do acordo em US$ 82,7 bilhões (R$ 444 bilhões). A decisão foi vista internamente como a forma mais segura de fechar o negócio sem depender de oscilações do mercado financeiro.
Por que a Warner abraçou a proposta da Netflix
O conselho da Warner Bros. Discovery recomendou de forma unânime a nova oferta. O principal argumento foi simples e direto: dinheiro imediato, menos risco e maior clareza para os investidores. Além disso, a estrutura proposta pela Netflix preserva parte dos ativos tradicionais da Warner fora do negócio, reduzindo complexidades operacionais e regulatórias no curto prazo.
O que exatamente a Netflix está comprando
O acordo envolve os principais ativos de entretenimento da Warner, incluindo estúdios de cinema, operações de TV premium e plataformas de streaming. Na prática, a Netflix passa a controlar uma das bibliotecas mais valiosas da história do audiovisual, com décadas de filmes, séries e franquias globais. Já os canais lineares e operações mais tradicionais ficam fora da transação direta e devem ser reorganizados em uma empresa separada, focada em televisão e distribuição clássica.
Onde entra a Paramount nessa história
A Paramount tentou atravessar o negócio no fim de 2025 com uma proposta “hostil” (no jargão mercadológico, quando uma empresa tenta comprar outra diretamente dos acionistas, sem o apoio ou aprovação prévia da diretoria da empresa alvo), oferecendo um valor maior no papel e mirando o controle total da Warner, incluindo canais e operações que ficaram fora do acordo com a Netflix.
O problema é que a proposta, avaliada em cerca de US$ 108,4 bilhões (R$ 592 bilhões) com pagamento à vista de US$ 30 por ação, envolvia mais incertezas financeiras e maior exposição a dívidas, algo que não convenceu o conselho da Warner, que a considerou “arriscada”.
Mesmo com tentativas de pressão jurídica e movimentações nos bastidores, o tradicional estúdio não conseguiu virar o jogo até agora.
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O que esse acordo muda em Hollywood
Se a aquisição for aprovada pelos acionistas e pelos órgãos reguladores, o impacto será profundo. A Netflix deixa de ser apenas uma potência do streaming para se tornar um conglomerado completo de produção, distribuição e propriedade intelectual. Isso muda o equilíbrio de forças em Hollywood, aumenta a concentração de conteúdo e coloca pressão direta sobre concorrentes como Disney, Amazon e os próprios estúdios tradicionais, que passam a disputar atenção com um gigante ainda maior.
E agora?
O próximo passo é a votação dos acionistas da Warner, prevista para os próximos meses, além da análise de autoridades regulatórias. A Paramount ainda pode tentar novos movimentos, mas, neste momento, o tabuleiro está claramente inclinado a favor da Netflix. Se a novela acabar como tudo indica, Hollywood não será mais a mesma depois dos créditos finais.

