
A Cinemateca Brasileira, em parceria com a HB Filmes, apresenta a Retrospectiva Hector Babenco, iniciativa que celebra a obra de um dos maiores nomes do cinema nacional e internacional. A mostra ocorre em um momento emblemático: em 2026, Babenco completaria 80 anos de vida, data que coincide com o marco de uma década de seu falecimento. A iniciativa tem direção geral de Myra Babenco, direção de produção de Gabi Vanzetta e produção de César Turim, Nayla Guerra, Roberto Soares e Gabriel Machado, membros da equipe de difusão da Cinemateca Brasileira.
O público terá a oportunidade de assistir a filmes em cópias restauradas, fruto de um minucioso projeto de preservação coordenado por Patricia de Filippi entre 2019 e 2024. O trabalho garante a exibição das obras com a mais alta qualidade de imagem e som, preservando o legado estético do diretor para as novas gerações. A Cinemateca Brasileira colaborou com o projeto ao ceder materiais originais, como negativos de imagem e som de filmes do diretor, preservados pela instituição.
“Hoje, como diretora da HB Filmes e guardiã desse legado, entendo com clareza minha missão: preservar, divulgar e manter pulsante uma obra que denuncia desigualdades que, infelizmente, permanecem atuais. Meu pai foi pioneiro ao revelar no cinema questões sociais que persistem”, comenta Myra Babenco. Para a Cinemateca Brasileira, realizar essa retrospectiva reafirma o estreito vínculo afetivo que a instituição e o diretor compartilharam ao longo de anos.
A programação completa da mostra contempla 11 longas-metragens do diretor, incluindo o documentário O Fabuloso Fittipaldi, que agora recebe o devido reconhecimento pela direção de Babenco, omitido na época do lançamento original. A retrospectiva reafirma a diversidade da produção do cineasta, sempre focada em personagens intensos e profundas preocupações sociais. Todos os títulos terão mais de uma sessão no decorrer da mostra. Além da filmografia do diretor, será exibido o documentário biográfico Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou, dirigido por Bárbara Paz.
A mostra inclui títulos como Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, foi recentemente citado pela equipe do filme O Agente Secreto como uma de suas principais referências. O impacto da obra de Babenco também foi recentemente exaltado por Wagner Moura, que nos últimos meses apontou Pixote, a Lei do Mais Fraco como um filme essencial. O ator, que acaba de se tornar o primeiro brasileiro a ganhar o Globo de Ouro na Categoria Melhor Ator de Drama, participa do elenco do filme Carandiru, que terá três sessões na retrospectiva.
Um catálogo especial foi produzido para a ocasião com apoio da Mubi. O volume conta com textos de Drauzio Varella, Isay Weinfeld, Myra Babenco, Lauro Escorel, Patricia De Fillippi e Walter Salles, apoiados por uma fortuna de imagens históricas e afetivas da trajetória de Babenco. O catálogo pode ser adquirido mediante a troca de dois ingressos da mostra, enquanto durarem as unidades disponíveis, e reúne fichas técnicas e imagens de cada um dos filmes.
Para ampliar o diálogo, a programação conta ainda com mesas de debate, transformando a mostra em um espaço de reflexão crítica e celebração de uma das carreiras mais singulares do cinema mundial. No dia 07 de fevereiro, às 20h, Bárbara Paz discorre sobre a criação e a produção do documentário realizado sobre Babenco.
A equipe do filme Brincando nos campos do senhor comenta o desenvolvimento da obra no dia 11 de fevereiro (quarta-feira), às 20h. Participam Vera Hamburger, Francisco Ramalho Jr e Lauro Escorel. Em 12 de fevereiro (quinta-feira), às 20h15, Drauzio Varella conversa sobre Carandiru, traçando um caminho do livro ao filme. Todos os debates terão interpretação em Libras e transmissão ao vivo pelo Youtube da Cinemateca Brasileira, e ocorrem após sessões dos respectivos filmes aos quais estão vinculados.
A programação é gratuita, com ingressos distribuídos na bilheteria da Cinemateca Brasileira 1 hora antes de cada sessão. Veja todas as sessões e outras atividades clicando aqui.
Retrospectiva Hector Babenco
Data: 30 de janeiro a 13 de fevereiro de 2026
Local: Cinemateca Brasileira (Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, São Paulo)
Entrada gratuita
Sexta-feira, dia 30 de janeiro
20h -sala Grande Otelo – Meu Amigo Hindu
Sábado, dia 31 de janeiro
14h- sala Grande Otelo –rincando nos Campos do Senhor
14h30 – sala Oscarito – O Fabuloso Fittipaldi
17h – sala Oscarito – O Rei da Noite
17h30 -sala Grande Otelo – Ironweed
19h– área externa – apresentação Pagode na Lata
20h30 -área externa –Pixote, a Lei do Mais Fraco
Domingo, dia 01 de fevereiro
14h30– sala Oscarito – Lúcio Flávio, o passageiro da agonia
15h– sala Grande Otelo – O Passado
17h – sala Oscarito – Pixote, a Lei do Mais Fraco
17h15– sala Grande Otelo – Carandiru
19h30 – sala Oscarito – O Beijo da Mulher Aranha
20h – sala Grande Otelo – Coração Iluminado
Quinta-feira, dia 05 de fevereiro
19h30– sala Grande Otelo – Lúcio Flávio, o passageiro da agonia
19h30 – sala Oscarito – Ironweed
Sexta-feira, dia 06 de fevereiro
17h30 – sala Grande Otelo – O Beijo da Mulher Aranha
19h30– sala Oscarito- Brincando nos Campos do Senhor
20h – sala Grande Otelo – Pixote, a Lei do Mais Fraco
Sábado, dia 07 de fevereiro
14h30 – sala Oscarito – Coração Iluminado
17h – sala Oscarito – Carandiru
18h – sala Grande Otelo – Sessão Dupla | Conversa com Ele e Babenco – Alguém tem de Ouvir o Coração e dizer: Parou
19h45 -sala Oscarito- O Passado
20h – sala Grande Otelo – Hector Babenco por Bárbara Paz – Criação e Produção de um Documentário – Debate com a diretora Bárbara Paz
Domingo, dia 08 de fevereiro
14h30 – sala Oscarito – Meu Amigo Hindu
15h – sala Grande Otelo – O Rei da Noite
17h– sala Oscarito – Babenco – Alguém tem de Ouvir o Coração e dizer: Parou
17h30 – sala Grande Otelo – O Fabuloso Fittipaldi
Quarta-feira, dia 11 de fevereiro
16h30– sala Grande Otelo – Brincando nos Campos do Senhor
19h30 – sala Oscarito – O Fabuloso Fittipaldi
20h– sala Grande Otelo – Brincando nos Campos do Senhor – Uma conversa com a Equipe – Debate com Vera Hamburger, Francisco Ramalho Jr, Lauro Escorel
Quinta-feira, dia 12 de fevereiro
17h – sala Oscarito – O Rei da Noite
17h30– sala Grande Otelo – Carandiru
19h30– sala Oscarito- Lúcio Flávio, o passageiro da agonia
20h15– sala Grande Otelo – Carandiru – Do Livro ao Filme – Debate com Dr Drauzio Varela
Sábado, dia 13 de fevereiro
17h30 -sala Grande Otelo – O Beijo da Mulher Aranha
19h30 – sala Oscarito – Pixote, a Lei do Mais Fraco
20h – sala Grande Otelo – Meu Amigo Hindu
SOBRE A CINEMATECA BRASILEIRA
A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.
O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 60 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.
SOBRE A HB FILMES
A HB Filmes foi fundada na década de 70 por Hector Babenco (1946- 2016) para dar vazão às suas diversas atuações no campo audiovisual. A filmografia da HB Filmes e Babenco como Diretor, Roteirista e Produtor se misturam. Após a morte de Hector, sua filha Myra Babenco assumiu a direção da produtora.



