​Léa Drucker e Jonathan Turnbull em ‘Caso 137’, de Dominik Moll – crédito: Autoral Filmes

Stéphanie, uma policial da Corregedoria, é designada para um caso envolvendo um jovem gravemente ferido durante uma manifestação tensa e caótica em Paris. Embora não encontre evidências de violência policial irregular, o caso toma um rumo pessoal quando ela descobre que a vítima é de sua cidade natal.

Com esta premissa, Caso 137 (“Dossier 137”), de Dominik Moll, chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de abril de 2026. O thriller policial teve sua estreia mundial na competição principal do último Festival de Cannes, onde foi indicado à Palma de Ouro. No recente Prêmio César, considerado o Oscar francês, recebeu oito indicações, vencendo na categoria de melhor atriz para Léa Drucker (“Custódia”). A distribuição é da Autoral Filmes.

“Primeiramente, trata-se de uma investigação cativante, muito precisa e técnica, que se transforma em uma obsessão para a policial”, destaca Léa, sobre sua impressão inicial ao ler o roteiro. “Mas o que realmente me impressionou foi a jornada de Stéphanie, sua personagem. No final, fiquei tomada pela emoção. Acho que foi o contraste entre seu rigor extremo e sua humanidade que me impactou”, acrescenta. Na França, “Dossier 137” foi um sucesso de público, onde registrou mais de 750 mil ingressos vendidos.

“Caso 137” deu à atriz seu segundo César. O primeiro foi por seu trabalho em “Custódia”, de Xavier Legrand. “Achei a personagem muito comovente. Em uma situação de crise onde a violência dos relacionamentos parece destruir tudo, ela exala muita humanidade. E também inquietação”, explica. “É o tipo de papel que não se encontra todos os dias. O filme levanta questões importantes sobre a sociedade sem ser moralista. E, ao ler o roteiro, já era possível sentir seu enorme poder cinematográfico”, resume a artista.

O trabalho da IGPN, divisão de Assuntos Internos da polícia francesa, sempre intrigou o diretor Dominik Moll. “Por serem policiais investigando outros policiais, esses homens e mulheres se encontram em uma posição desconfortável”, avalia. “São vistos de forma negativa, frequentemente desprezados e às vezes odiados por seus colegas, enquanto são criticados simultaneamente por certos veículos de comunicação que os acusam de serem juízes e júri”, complementa.

“Essas tensões me interessaram e, intuitivamente, senti que havia caminhos interessantes para explorar em uma obra de ficção”, aponta o realizador do premiado “Harry Chegou para Ajudar”. “Como alguém lida com o fato de estar no meio de um fogo cruzado? E com a necessidade de investigar colegas que não fazem segredo de sua animosidade?”, questiona Moll, que divide o roteiro com seu parceiro habitual, Gilles Marchand.

Além das premiações e da recepção do público, “Caso 137” também foi bem recebido pela crítica. “Feito com a mesma precisão de corte a laser de seus trabalhos anteriores, mas com uma ênfase maior no processo, o novo thriller de Moll levanta questões para as quais não há respostas fáceis”, avalia o The Hollywood Reporter. A Variety ressalta a atuação de Léa como “soberba”, enquanto define o filme como “impactante e eficaz”. Para o site Collider, o longa é “uma versão francesa emocionante e realista” da série “The Wire”.

Caso 137 (“Dossier 137”), de Dominik Moll
Thriller Policial | 2025 | 115 minutos | Verifique a classificação indicativa
Estreia no circuito comercial brasileiro: dia 16 de abril de 2026
Instagram: @autoral_filmes

Ficha técnica
Direção:
Dominik Moll
Roteiro: Dominik Moll e Gilles Marchand
Fotografia: Patrick Ghiringhelli
Trilha sonora original: Olivier Marguerit
Direção de arte: Emmanuelle Duplay
Direção de elenco: Agathe Hassenforder e Fanny de Donceel
1º assistente de direção: Thierry Verrier
Engenheiro de som: François Maurel
Montagem: Laurent Rouan
Edição de som: Rym Debbarh-Mounir
Mixagem: Nathalie Vidal
Continuísta: Cathy Mlakar
Figurino: Dorothée Guiraud
Maquiagem e cabelo: Kaatje Van Damme
Produzido por: Caroline Benjo, Barbara Letellier e Carole Scotta
Produtor associado: Simon Arnal
Elenco principal: Léa Drucker (Stéphanie), Jonathan Turnbull (Benoît), Mathilde Roehrich (Carole), Pascal Sangla (Marc), Claire Bodson (Valérie), Florence Viala (Mme Jarry) e Hélène Alexandridis (Mme Nicollet)

Sobre Léa Drucker
Treinada por Véra Gregh e pela École Nationale Supérieure des Arts et Techniques du Théâtre, Léa Drucker iniciou sua carreira teatral atuando sob a direção de Benno Besson e Roger Hanin. Foi indicada a vários prêmios Molières, maior honraria do teatro francês.

Ela apareceu no cinema no longa-metragem “La Thune”, de Philippe Galland. Posteriormente, apareceu em filmes de Cédric Klapisch, Antoine de Caunes, Julien Rambaldi e Mathieu Amalric. Em 2007, ganhou o Globo de Cristal de Melhor Atriz por seu papel em “O Homem da Minha Vida” (“L’homme de sa vie”), de Zabou Breitamn. Em 2019, ela recebeu o César de Melhor Atriz por sua atuação em “Custódia” (“Jusqu’à la garde”), de Xavier Legrand, filme selecionado para o Festival de Cinema de Veneza e cuja versão curta ganhou o César de Melhor Curta em 2014 e foi indicado ao Oscar no mesmo ano.

Desde então, filmou sob a direção de Olivier Ayache-Vidal, Agnès Jaoui, Nadav Lapid (cujo filme “Synonymes” ganhou o Urso de Ouro em Berlim em 2019), Filippo Meneghetti, Louis-Do de Lencquesaing, Julien Rambaldi, Jérôme Bonnell, Quentin Dupieux, Lukas Dhont (por “Close”, Grande Prêmio em Cannes 2022), Catherine Breillat, Pascal Bonitzer, Michel Leclerc, Laura Wandel, Dominik Moll, Charline Bourgeois-Taquet, Gustave Kervern e em breve com Thomas Lilti.

Na televisão, ela interpretou, entre outros papéis, a mãe da protagonista em “La consolation”, de Magaly Richard-Serrano, e foi a protagonista ao lado de Gabriel Byrne na série “A Guerra dos Mundos” (três temporadas), dirigida por Richard Clark, Gilles Coulier e Ben A. Williams.

Sobre Dominik Moll
Após considerar uma carreira como documentarista da vida selvagem, Dominik Moll descobriu os filmes de Alfred Hitchcock e decidiu mudar para a ficção. Estudou cinema no City College de Nova York e no IDHEC em Paris, onde conheceu seu colaborador de longa data, Gilles Marchand. Juntos, eles escreveram os roteiros da maioria de seus filmes individuais.

Na década de 1990, Moll trabalhou como editor e assistente de direção (notavelmente com Laurent Cantet e Marcel Ophuls) e dirigiu seu primeiro longa-metragem, “Intimité” (1994). Seu segundo filme, “Harry Chegou para Ajudar” (“Harry, un ami qui vous veut du bien”), foi exibido na competição em Cannes em 2000 e foi um sucesso de crítica e público, ganhando quatro prêmios César. Em seus filmes seguintes, Moll continuou a explorar filmes de gênero, integrando cada vez mais temas sociais.

Em 2023, “A Noite do Dia 12” (“La nuit du 12”) ganhou sete Césars após ser elogiado tanto pela crítica quanto pelo público. Dominik Moll também trabalhou em duas séries internacionais, incluindo “Eden” (para o canal Arte), sobre os destinos que se cruzam de migrantes por toda a Europa.

Sobre a Autoral Filmes
A Autoral Filmes, fundada no início de 2025, teve sua origem através dos sócios do Paradigma Cine Arte, Felipe Didoné e sua mãe, Marize Didoné, que desde 2010 mantém a sala de cinema que é uma instituição cultural em Florianópolis (SC).

A Distribuidora vem do desejo dos sócios de ampliar as atividades no mercado do cinema, replicando na distribuição o mesmo conceito de filmes independentes e de arte que formam seu conceito na exibição.

Como seu nome deixa claro, a Autoral Filmes terá seu foco no cinema de autor e em documentários de arte, focando em produções escolhidas a dedo, tanto nacionais como estrangeiras, prezando sempre a alta qualidade dos filmes.

Para Felipe Didoné, diretor da distribuidora, “a Autoral Filmes é a realização de um sonho, de expandir os horizontes para além da distribuição, mantendo a curadoria elegante que sempre foi o diferencial do Paradigma Cine Arte”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui