
O audiovisual brasileiro encerrou 2025 com R$ 1,41 bilhão em recursos públicos efetivamente desembolsados, o maior volume já registrado na série histórica. Os dados são da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). O investimento representa um crescimento de 29% em relação a 2024 e de 179% na comparação com 2021, impulsionando a produção de filmes e séries, a geração de empregos e a ampliação da presença do Brasil no mercado audiovisual nacional e internacional.
Atualmente, 1.556 projetos audiovisuais estão em execução com apoio direto da Agência Nacional do Cinema (Ancine), enquanto outros 3.697 projetos encontram-se em fase de captação ou contratação de recursos. O aumento do investimento se reflete em mais obras chegando ao mercado: em 2025, o país registrou 3.981 obras audiovisuais não publicitárias, novo recorde, com destaque para o crescimento da produção independente e para a expansão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O fortalecimento do setor também veio acompanhado de mais agilidade e transparência na liberação dos recursos. O tempo médio para contratação de projetos pelo Fundo Setorial do Audiovisual caiu para 4,7 meses, redução de 50% em relação à média histórica. Além disso, a reestruturação dos processos de acompanhamento e prestação de contas reduziu em mais de 80% o estoque de pendências acumuladas ao longo de duas décadas, movimento reconhecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Com mais recursos, processos mais rápidos e maior previsibilidade, o audiovisual brasileiro consolida em 2025 um ciclo de crescimento sustentado, que transforma investimento público em produção cultural, renda, empregos e presença internacional — criando bases sólidas para a expansão do setor nos próximos anos.



