
Radicado na Austrália e com passagens por sets internacionais incluindo Hollywood, em projetos como Godzilla x Kong: Supernova, Subversion e Two Years Later, além de trabalhos ao lado de nomes como Chris Hemsworth, protagonista de Thor, e Phoebe Tonkin, estrela da série The Vampire Diaries, o brasileiro Gerson Rocha vive um novo momento na carreira. O ator apresenta Collapse, seu primeiro projeto autoral estruturado no cinema, um drama social que mergulha na solidão, nos conflitos internos e nas contradições de um homem visto pelo mundo como símbolo de força e autoridade.
No centro da narrativa está Bruce Brookwaters, um agente federal respeitado publicamente, mas emocionalmente em colapso. “A história se constrói justamente a partir desse contraste: por trás dessa imagem pública, ele enfrenta uma profunda solidão, conflitos internos e uma pressão emocional constante.”
O personagem recorre ao álcool e às drogas como fuga para escolhas do passado que seguem cobrando seu preço. “É um filme que fala sobre identidade, sobre o peso de carregar responsabilidades e sobre aquilo que não é visível quando se olha para uma figura de poder.”
Um projeto que nasceu para ser grande
Collapse foi concebido inicialmente como um longa-metragem, com uma narrativa ampla e múltiplos personagens. O universo do filme atravessa temas como racismo cultural, religioso e diferentes formas de discriminação. Ao adaptar a história para o formato de curta, a escolha foi concentrar toda a trama no personagem principal.
“O desafio passou a ser moldar essa narrativa mais ampla para um recorte específico. A escolha foi concentrar a história no personagem Bruce Brookwaters, acompanhando exclusivamente seus desafios emocionais, morais e internos”, explica.
Além de protagonizar, Gerson também atua como produtor e dirige o film trailer do projeto. Ele reconhece as dificuldades desse acúmulo de funções. “Atuar e dirigir ao mesmo tempo é bem complicado, ainda mais sendo o próprio personagem. Acredito muito na importância de um olhar externo para ajudar na condução de cada cena.”
Criar oportunidades em vez de esperar
A decisão de investir em um projeto autoral reflete sua postura profissional. “Esperar não constrói carreira. Você precisa fazer a oportunidade aparecer.” Com experiência no mundo dos negócios, ele vê paralelos claros entre empreendedorismo e cinema. “Sempre me considerei um empresário agressivo, no bom sentido. No cinema, acredito que não será diferente.”
A segurança para seguir adiante veio da bagagem acumulada nos últimos anos. “Experiência em sets internacionais, estudo contínuo, amadurecimento pessoal e profissional.”
Streaming, estratégia e posicionamento
A possibilidade de levar Collapse ao streaming já influencia o desenvolvimento do projeto desde a origem. “Ter a possibilidade de streaming muda completamente a forma como pensamos o projeto. Ele passa a ser tratado com mais seriedade, mais profissionalismo, mais credibilidade e uma visão muito mais estratégica.” A atuação de Gerson em diferentes negócios na Austrália também contribuiu para a construção de conexões e para conversas antecipadas sobre caminhos de distribuição.
Com leituras variadas sobre seu perfil, Gerson tem sido associado tanto a projetos de ação e guerra, em sintonia com sua formação em curso de dublê, quanto à comédia. Ainda assim, o drama segue como território principal. “Eu gosto de filmes de drama, de histórias que carregam significado e deixam algo para o espectador no final.”
Aberto a diferentes gêneros, ele segue em preparação constante. “Sou um ator eclético, aberto a diferentes gêneros. Agora é aguardar os convites chegarem.”



